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Anvisa pede informações ao Mercado Livre sobre venda de medicamentos
Câmbio e custos

Anvisa pede informações ao Mercado Livre sobre venda de medicamentos

Agência questiona regularidade da operação e cita exigências como armazenamento e registro de farmacêutico responsável.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) notificou o Mercado Livre nesta segunda-feira (28) para pedir informações sobre a atuação da empresa no varejo farmacêutico. O órgão quer dados sobre a regularidade da operação e as exigências técnicas aplicadas ao negócio.

Entre os pontos citados estão as regras para armazenamento de produtos e a necessidade de registro de um profissional farmacêutico. Em nota, a Anvisa afirmou que não existe previsão normativa autorizando plataformas on-line a intermediar a comercialização de medicamentos.

A regulamentação em vigor inclui uma resolução de diretoria colegiada (RDC) de 2009. A lei 15.357, de 2026, prevê a utilização desses canais, mas condiciona seus efeitos à regulamentação pela agência.

O pedido ao Mercado Livre foi enviado três dias depois de um ofício encaminhado pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) à Anvisa. O documento, enviado na sexta-feira (25), questionou o anúncio da plataforma de acelerar sua atuação no varejo farmacêutico.

Expansão no setor

O Mercado Livre anunciou na semana passada que começará a comercializar produtos de 20 farmácias até o fim deste ano. Três delas devem iniciar as vendas em outubro. A empresa também informou que pretende atuar com medicamentos que exigem prescrição médica.

O avanço planejado afetou as ações de Raia Drogasil, Pague Menos e Panvel na semana passada, diante do risco de aumento da concorrência sobre as redes. A Abrafarma defendeu a conclusão de um processo regulatório antes da entrada da plataforma no segmento.

Em 10 de agosto, a Anvisa havia informado que a revogação de medidas preventivas aplicadas anteriormente a plataformas digitais não autorizava automaticamente a comercialização de produtos farmacêuticos por essas empresas. A agência também indicou que ainda seria necessário editar normas complementares.

Nesta terça-feira (29), o Mercado Livre declarou que a confiança do consumidor é a base do negócio e afirmou que seus produtos têm rastreabilidade completa, com controle de origem e validade e conformidade com as normas sanitárias vigentes.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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