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Aperam reduz produção de aço elétrico em Timóteo por efeito das importações
Câmbio e custos

Aperam reduz produção de aço elétrico em Timóteo por efeito das importações

Linha opera com metade da capacidade, enquanto investimentos previstos para a usina permanecem congelados diante da concorrência de produtos importados.

A Aperam South America opera com metade da capacidade na linha de produção de aço elétrico da usina de Timóteo, no Vale do Aço. Segundo o CEO Rodrigo Villela, a redução está ligada ao impacto das importações indiretas de aço sobre a demanda dos clientes da companhia.

O executivo afirmou que o Brasil vem importando grande volume de motores elétricos de baixo custo e baixa eficiência. Esses produtos, de acordo com Villela, aumentam a pressão sobre os clientes da Aperam, que passam a enfrentar concorrência desleal.

“Temos que avançar não só nas medidas de defesa comercial que garantam a boa competitividade do aço, mas também em relação aos produtos finais, nos quais vemos uma competição desleal”, disse Villela durante o Congresso Aço Brasil 2026, promovido pelo Instituto Aço Brasil, em São Paulo.

A usina produz dois tipos de aço elétrico. O aço de grão não orientado (GNO) é usado em motores elétricos e compressores. Já o aço de grão orientado (GO) é destinado a transformadores de força e de distribuição de energia.

Mercado e capacidade disponível

Além do aço elétrico, a Aperam fabrica aço inox para setores como o automotivo, o de eletrodomésticos e o de utensílios domésticos. A empresa também produz aço carbono especial, empregado em ferramentas, implementos agrícolas e discos de freio.

De acordo com o CEO, as linhas de aço inox e de aço carbono especial ainda têm capacidade disponível para atender ao mercado brasileiro. Aproximadamente 85% do aço fabricado na usina de Timóteo é vendido no país. O restante segue para outros mercados das Américas, incluindo os Estados Unidos.

A empresa continua investindo no desenvolvimento de novos produtos, inovação e inteligência artificial. Outros aportes previstos para a usina, porém, permanecem congelados em razão do cenário das importações diretas e indiretas de aço.

Novo laminador segue adiado

Há cerca de três anos, a Aperam havia sinalizado a intenção de instalar um novo laminador a frio na planta. O projeto fazia parte de um plano que também incluía a modernização da laminação a quente. Depois, os investimentos foram adiados diante do volume de produtos importados.

Villela afirmou que medidas de defesa comercial adotadas recentemente pelo governo federal ajudaram a reduzir, neste ano, o volume de aço importado em relação a 2025, inclusive no segmento de aço inox. Na avaliação do executivo, as ações ainda não são suficientes para criar condições equilibradas de competição para a siderurgia e outras etapas da cadeia industrial.

“A Aperam é um grupo internacional. Quando se faz uma alocação de capital para investimento, o investimento é decidido baseado naquilo que traz o retorno mais favorável”, afirmou.

Entre os pontos que, segundo Villela, afetam a competitividade estão o Custo Brasil, o preço do gás natural e questões relacionadas à segurança jurídica.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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