SÃO PAULO — A quantidade de aço presente em carros e veículos comerciais importados chegou a um milhão de toneladas entre janeiro e agosto, alta de 65,4% na comparação com o mesmo período anterior. Os dados foram apresentados pelo Instituto Aço Brasil durante o Congresso Aço Brasil 2026.
No segmento de autopeças, o mercado brasileiro importou 798 mil toneladas de aço incorporado no mesmo intervalo. O volume representa crescimento de 12,5%.
A entidade também projeta que as importações indiretas de aço terminem 2026 em 7,2 milhões de toneladas, avanço de 19,9% ante 2025. O percentual se repete no acumulado de janeiro a agosto, quando o total chegou a 4,8 milhões de toneladas.
Medidas defendidas pelo setor
O Instituto Aço Brasil pleiteia medidas de defesa comercial para preservar a cadeia metalmecânica e uma política de conteúdo local na compra de bens. A preocupação está relacionada ao aumento do aço que chega ao país incorporado a produtos, e não apenas na forma de material siderúrgico.
André B. Gerdau Johannpeter, presidente do conselho diretor da entidade, afirmou em coletiva de imprensa, nesta quarta-feira (30), que os setores compradores precisam manter a competitividade. “Quem fabrica veículos, máquinas, tratores, implementos, linha branca e assim por diante, que são os nossos clientes, precisam estar competitivos”, disse.
Além do setor automotivo, a declaração citou fabricantes de máquinas, tratores, implementos e produtos da linha branca como clientes da siderurgia. A discussão sobre conteúdo local envolve a aquisição de bens, enquanto as medidas de defesa comercial são apresentadas pelo setor como forma de preservar a cadeia metalmecânica.







