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BMW prevê cortes e mais produção local para recuperar margens até 2028
Foto: Bloomberg
Câmbio e custos

BMW prevê cortes e mais produção local para recuperar margens até 2028

Montadora alemã quer elevar a margem automotiva para até 5% em 2028 e investir 2 bilhões de euros na produção na Alemanha.

A BMW pretende ampliar a produção local e reduzir custos para recuperar as margens da divisão automotiva. A estratégia será apresentada pela montadora alemã em um evento de dois dias para investidores, realizado em Munique.

A Bernstein afirmou que a BMW deve estabelecer uma meta de margem entre 3% e 5% para a área automotiva até 2028. No início da década de 2030, o objetivo seria elevar esse indicador para uma faixa de 8% a 10%, diante do resultado mais recente de 2,3%.

A atualização ocorre após alertas sobre os lucros relacionados ao desempenho fraco na China. Em junho, a empresa divulgou um novo aviso, o terceiro em pouco mais de três anos. O cenário também expôs dificuldades enfrentadas pelas montadoras europeias com a queda nas vendas na China e as tarifas dos EUA.

Cortes, novos modelos e produção

A BMW lançou um programa de demissões que deve atingir cerca de 8.000 empregos na Alemanha. A medida acompanha iniciativas de redução de custos da Volkswagen e da Mercedes-Benz.

Para a Bernstein, a recuperação não dependerá apenas dos cortes. “A BMW entende que a solução não é simplesmente cortar custos”, disse Stephen Reitman, analista da instituição. Segundo ele, o crescimento com produtos inovadores também faz parte do plano, com destaque para a linha Neue Klasse, liderada pelo SUV elétrico iX3.

A BMW deve confirmar o lançamento de um SUV de luxo posicionado acima do X7 e a expansão das linhas M e Alpina a partir de 2027. A montadora também informou que investirá cerca de 2 bilhões de euros na produção alemã da próxima geração do sedã esportivo Série 3.

As ações da empresa caíram mais de um terço no último ano e chegaram ao menor nível em mais de seis anos. De acordo com a Bernstein, as fábricas da BMW na Europa e nos EUA operam em plena capacidade. A China é “a principal área que requer ajuste na produção e flexibilidade de capacidade”.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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