Os comprimidos para perda de peso podem representar até metade do mercado global de medicamentos contra a obesidade até 2030, segundo Mike Doustdar, CEO da Novo, fabricante de Ozempic e Wegovy. A companhia dinamarquesa lançou neste ano um comprimido para a doença e mantém cinco tratamentos orais em desenvolvimento.
A estimativa da empresa supera a projeção de Wall Street, que calcula participação de 14% a 40% para os medicamentos orais em um mercado avaliado entre 100 bilhões e 150 bilhões de dólares no fim da década. Nos EUA, esses comprimidos já respondem por perto de um terço das prescrições para obesidade. O Wegovy oral gerou 843 milhões de dólares no primeiro semestre.
A expansão é associada à facilidade de armazenamento e uso, além do preço competitivo.
Investimentos e novos produtos
A WEG anunciou investimento de 165 milhões de dólares para ampliar a produção de geradores na América do Norte. Com o projeto concluído, a capacidade deve passar dos atuais 10 para cerca de 50 geradores por dia.
Três dias antes, a companhia havia elevado para 330 milhões de reais o investimento na fábrica de sistemas de armazenamento de energia em baterias em Itajaí. A capacidade projetada da unidade foi duplicada para 4 GWh por ano.
No mercado de acessórios, a Oraimo, braço da chinesa Transsion, começou a operar no Brasil. A marca foi criada em 2014, está presente em mais de 60 países e soma 200 milhões de usuários. A estreia reúne cerca de 50 produtos, como fones, smartwatches e barbeadores.
Os relógios custam de 190 a 320 reais, e as vendas serão feitas por Mercado Livre, Shopee e TikTok Shop. A empresa pretende alcançar 20% do mercado em até dez anos e usar o Brasil como base na América Latina.
A Urso, marca de suplementos da Cimed, lançou com o Grupo Los Los o picolé proteico Urso Chocolate com Amendoim. Cada unidade de 90 g tem 15 g de proteína, 4,1 g de fibras e não contém açúcar adicionado. A marca chegou ao mercado em agosto e esgotou 10 mil pedidos em oito minutos no lançamento pelo e-commerce.
Plataformas passam a vender remédios com receita
O Mercado Livre começou a vender medicamentos com receita após a Lei 15.357, sancionada em 20 de março. A norma permite que farmácias licenciadas usem plataformas digitais para fazer entregas.
Em 10 de agosto, a Anvisa revogou as proibições contra Mercado Livre, iFood, Rappi e Americanas. O cliente envia a receita para uma farmácia da própria plataforma, um farmacêutico faz a validação e o produto é entregue em casa. A oferta inclui antibióticos, canetas emagrecedoras e medicamentos sem receita.
Em São Paulo, o Mercado Livre testa entregas em até uma hora. A plataforma também deverá receber lojas próprias de redes de farmácias e drogarias: três entram em outubro, com meta de chegar a 20 até dezembro.
A Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) pretende questionar a legalidade da operação na Anvisa e afirma que a venda continua vedada até uma nova regulamentação.








