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CSN Mineração revisa produção e eleva custo projetado para 2026
Câmbio e custos

CSN Mineração revisa produção e eleva custo projetado para 2026

Companhia reduziu temporariamente atividades em Ouro Preto e passou a estimar produção anual entre 39 milhões e 41 milhões de toneladas.

A CSN Mineração elevou a projeção de custo caixa para 2026 após reduzir temporariamente as atividades na planta de beneficiamento a seco do complexo de Pires, em Ouro Preto, na região Central do Estado. O intervalo previsto passou de US$ 22 a US$ 23,5 por tonelada para US$ 25 a US$ 26 por tonelada.

A companhia atribuiu a decisão às condições do mercado, com queda no preço do minério de ferro e aumento do frete marítimo em função da guerra no Irã. A mudança também considera o impacto sobre o volume produzido e a redução esperada nas compras de minério de terceiros.

Projeção menor para o ano

Em comunicado ao mercado, a CSN Mineração informou que cortou em 6 milhões de toneladas a estimativa de produção e de compras de minério de terceiros ao longo deste ano. A previsão ficou entre 39 milhões e 41 milhões de toneladas.

A empresa, segunda maior exportadora de minério de ferro do Brasil, afirmou que a operação pode ser retomada conforme a evolução das condições do setor. “A medida prevê a realocação interna de empregados e equipamentos e poderá ser revertida conforme a evolução das condições do setor”, informou a companhia.

A CSN Mineração também disse que mantém a estratégia de priorizar a geração de valor em relação ao volume e que os projetos futuros permanecem inalterados.

Outras operações afetadas

A Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas) mantém parte da unidade de mineração em Itatiaiuçu suspensa desde o início do mês. As operações da planta de Samambaia, responsável por aproximadamente 35% da produção de minério de ferro da companhia, estão paradas desde o último dia 2 e ainda não têm prazo para retorno.

A Itaminas informou que concederia férias coletivas a 300 funcionários da planta de beneficiamento de Sarzedo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a partir de outubro. A medida está ligada à paralisação de parte da produção, cuja retomada estava prevista para novembro.

O presidente da Itaminas, Thiago Toscano, afirmou que o contexto geopolítico internacional e o frete marítimo influenciaram a decisão. No último dia 10, ele disse que o preço da tonelada estava em torno de US$ 100 e que o frete correspondia a 40% do custo da tonelada de minério de ferro.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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