SÃO PAULO — A Usiminas não prevê, por enquanto, novas medidas além da paralisação da planta de Samambaia, em Itatiaiuçu, na região Central de Minas Gerais. A unidade responde por aproximadamente 35% da produção de minério de ferro da companhia e teve as atividades suspensas após o aumento do frete marítimo.
A decisão foi relacionada à alta de mais de 50% nesse custo, atribuída pelo CEO Marcelo Chara à situação geopolítica internacional e aos conflitos no Oriente Médio. Segundo o executivo, a planta de Samambaia era uma operação menos competitiva e com custo maior.
“Mas isto é dinâmico. Estamos muito atentos a esta situação e conforme for evoluindo iremos fazendo os ajustes que forem necessários”, afirmou Chara durante coletiva. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Extrativas de Itaúna e Itatiaiuçu (Sindextra) informou que a paralisação gerou 280 demissões diretas. Questionado, o CEO não confirmou o número de desligamentos.
Obra na usina de Ipatinga
Na mesma ocasião, Chara anunciou o início do projeto de reconstrução parcial da bateria 4 da Coqueria 2, na usina de Ipatinga, no Vale do Aço. O investimento previsto é de R$ 1,7 bilhão, com conclusão estimada para 2029.
A intervenção deve ampliar a capacidade de produção de coque e gás de coqueria e diminuir a necessidade de comprar coque de terceiros. O material será produzido ao lado do alto-forno 3, reduzindo o desgaste associado ao transporte e contribuindo para uma melhora no fuel-rate, indicador relacionado à carga de combustível usada no equipamento.
Para Chara, o projeto terá impacto no balanço energético, nos custos e na competitividade da companhia. “Isso vai permitir melhorar nosso balanço energético, nossos custos e nossa competitividade, criando valor agregado no Brasil”, disse o executivo no Congresso Aço Brasil 2026, promovido pelo Instituto Aço Brasil.







