BELO HORIZONTE — Apenas 35,3% dos consumidores entrevistados pretendem comprar presentes para o Dia das Crianças. Entre esse grupo, o gasto médio previsto é de R$ 789, considerando três presentes por pessoa.
A pesquisa foi realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) em agosto, com 200 consumidores entrevistados presencialmente em pontos de grande fluxo da capital, entre 19 e 22 de agosto. A maior parte de quem vai presentear deve deixar a compra para os últimos dias: 64,8% afirmaram que pretendem comprar na semana da comemoração, na véspera ou no próprio dia.
Entre os consumidores que não planejam comprar presentes, a falta de alguém para presentear foi citada por 54,8%. As restrições financeiras aparecem em seguida, com 20,2%, enquanto 16,9% disseram não ter interesse ou hábito de presentear.
Gasto e formas de pagamento
O tíquete médio estimado por presente passou de R$ 206,67 para R$ 263, uma alta de 27,26% em relação ao ano passado. Entre os que pretendem comprar, 48,3% esperam gastar mais do que em 2025, principalmente por causa do aumento dos preços. Outros 39,7% planejam manter as despesas, e 10,3% devem reduzir o orçamento.
O cartão de crédito é a opção de 39,4% dos consumidores, com parcelamento médio de até cinco vezes entre os usuários da modalidade. Já 57,7% pretendem pagar à vista. O Pix foi mencionado por 31%, seguido pelo dinheiro, com 15,5%, e pelo cartão de débito, com 11,3%.
Brinquedos lideram a preferência, com 52,1% das respostas. Roupas aparecem com 28,2%, enquanto calçados, cosméticos, eletrônicos e materiais esportivos registram 4,2% cada.
O desejo de quem receberá o presente é o principal critério para 36,6% dos entrevistados. Desconto ou preço foi citado por 35,2%, e a qualidade do produto, por 33,8%. Na escolha da loja, o preço baixo lidera, com 40,8%.
As lojas físicas estão nos planos de 76,1% dos consumidores. Desse total, 50,7% pretendem comprar exclusivamente em estabelecimentos presenciais, e 25,4% devem combinar canais físicos e on-line. Shopping centers foram citados por 29,6%, seguidos pelos sites, com 26,8%.
Para Marcelo de Souza e Silva, presidente da CDL/BH, os juros elevados dificultam as compras parceladas. “O consumidor está mais consciente e procurando não se endividar”, afirmou. A entidade considera o Dia das Crianças um termômetro para as vendas de fim de ano, antes da Black Friday e do Natal.






