O Pix deve ser a principal forma de pagamento nas compras do Dia das Crianças, segundo 28% dos comerciantes mineiros ouvidos em uma pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio-MG). O cartão de crédito parcelado aparece logo depois, com 27%, seguido pelo cartão de crédito à vista, com 23,9%.
A data, celebrada em 12 de outubro, deve mobilizar 78,2% das empresas do comércio varejista de Minas Gerais. Para 29,1% dos comerciantes, as vendas serão maiores que no mesmo período do ano passado. Outros 26,5% esperam estabilidade, enquanto 21,8% projetam retração.
Compras concentradas e tíquete esperado
A semana do Dia das Crianças deve concentrar as compras para 85,1% dos empresários. A antecipação é esperada por 12,4%, e 1,6% acredita que os consumidores comprarão depois da data.
As faixas de tíquete médio mais citadas foram de R$ 70 a R$ 100 e de R$ 100 a R$ 200, ambas com 23,6%. Também aparecem as faixas de R$ 50 a R$ 70, indicada por 14,3%, e de R$ 30 a R$ 50, esperada por 14% dos comerciantes.
Para Gabriela Martins, economista da Fecomércio-MG, a concentração das compras exige que o comércio esteja preparado para responder ao aumento da demanda. “O consumidor pode deixar a decisão para os últimos dias, mas espera encontrar disponibilidade, facilidade de pagamento e uma experiência de compra simples”, avalia.
Estoques e estratégias dos lojistas
Entre as ações planejadas para o período, o atendimento diferenciado foi citado por 20,2% dos comerciantes. Propaganda aparece com 17,1%, promoções e liquidações com 15,8% e marketing digital com 11,5%. Outros 19,9% não pretendem realizar ações específicas.
A maior parte dos lojistas, 64,6%, afirma já ter recebido todas as encomendas. Outros 28,6% ainda aguardam parte dos pedidos, enquanto 6,5% não fizeram encomendas.
Entre os comerciantes que ainda não pediram produtos, 45,5% apontam a baixa expectativa de demanda como motivo. Para 27,3%, os pedidos serão feitos mais perto da data. Dificuldade de acesso ao crédito, de encontrar produtos e fornecedores, endividamento do consumidor e falta de necessidade pelo tipo de produto foram citados por 4,5% em cada caso.
Produtos e canais de venda
Brinquedos e roupas lideram as expectativas de saída, com 23,1% e 17,2%, respectivamente. Balas e doces aparecem com 10,7%; calçados, com 8%; carnes, com 3,8%; bebidas, com 3,5%; bijuterias e outros artigos, com 2,4%; bicicletas e patinetes, com 2,1%; e eletroeletrônicos, com 1,3%.
A pesquisa indica que 66,5% dos lojistas não pretendem vender on-line. Entre os 33,5% que planejam usar o canal digital, o WhatsApp é a opção mais citada, com 81,5%, seguido pelas redes sociais, com 25%, marketplaces, com 8,3%, site próprio, com 6,5%, e Instagram, com 1,9%.
Nas empresas que terão vendas digitais, 20,4% estimam que esse canal represente de 15,01% a 20% do total. Para 18,5%, a participação ficará entre 10,01% e 15%; 14,8% esperam até 5%, e 12% projetam uma fatia de 20,01% a 25%.
Entre os empresários otimistas, 20,5% esperam crescimento de 5,01% a 10% nas vendas, e 11,6% projetam alta de 10,01% a 15%. No grupo que prevê queda, 31,3% calculam recuo de 5,01% a 10%, enquanto 26,6% estimam redução de 10,01% a 15%.






