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Calor prolongado eleva gasto com energia e muda consumo em Minas
Câmbio e custos

Calor prolongado eleva gasto com energia e muda consumo em Minas

Empresas ampliam o uso de ar-condicionado, enquanto bebidas, sorvetes e outros produtos ganham demanda durante a onda de calor.

A onda de calor aumentou o uso de equipamentos de climatização em empresas mineiras e pode elevar as despesas com energia, principalmente em pequenos negócios. A alta da temperatura, por si só, não significa necessariamente reajuste na tarifa de eletricidade, mas faz com que aparelhos permaneçam ligados por mais tempo.

O impacto é mais perceptível em estabelecimentos que normalmente usam pouco ou nenhum equipamento de climatização. Sérgio Pataca, coordenador de Energia da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), afirma que aparelhos antes acionados por algumas horas podem funcionar durante praticamente todo o expediente.

Segundo Pataca, um ar-condicionado de porte médio pode gerar consumo adicional de cerca de R$ 1 por hora, dependendo do equipamento e das condições de uso. Um consultório que antes mantinha as janelas abertas e pagava até a tarifa mínima, de R$ 80, pode chegar a uma conta de aproximadamente R$ 300 quando o aparelho fica ligado durante todo o expediente.

“Imagina um consultório, de psicólogo, por exemplo. Está fresco, abre as janelas. Mas imagina nesse período de calor”, explica Pataca. O coordenador também destaca que, embora o chuveiro tenha potência maior, o ar-condicionado costuma permanecer ligado por períodos mais longos, inclusive durante a noite.

Comércio e consumo

Lojas e outros estabelecimentos que antes contavam com ambientes naturalmente frescos também podem precisar manter a climatização durante todo o funcionamento. Para Pataca, o equipamento pode se tornar necessário para que a loja continue atendendo e vendendo.

O calor também altera o comportamento do consumidor. Vinícius Dantas, presidente da Câmara da Indústria de Alimentos e Bebidas da Fiemg, afirma que bebidas, sorvetes, sucos, iogurtes, energéticos e produtos proteicos ganham espaço. De acordo com ele, as vendas de bebidas podem crescer de 30% a 40%.

Em sentido contrário, alimentos associados a temperaturas mais amenas podem perder demanda. Dantas cita o pão entre os produtos que podem ser prejudicados pelo calor e afirma que parte dos consumidores substitui determinados alimentos por bebidas e outras opções.

A mudança rápida na procura também pressiona a operação da indústria e do comércio. Dantas aponta dificuldades de logística e falta de mão de obra para atender pedidos urgentes. “A dificuldade tem sido a logística. A gente hoje sofre muito com isso, a falta de mão de obra dificulta a gente atender de forma urgente”, diz.

Alerta meteorológico

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) colocou 623 municípios mineiros sob alerta vermelho, classificação de grande perigo. Em Belo Horizonte, a maior temperatura de 2026 foi registrada no último domingo (27), quando os termômetros marcaram 35,6°C, segundo a Defesa Civil municipal. O órgão indicou possibilidade de novo recorde ainda nesta semana.

Dantas também relaciona o período pré-eleitoral à demanda. Segundo ele, empresas e consumidores buscam abastecer-se antes da eleição, o que pode melhorar as vendas e elevar o consumo nas cidades e no interior.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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