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Fux suspende decisão de Dino sobre publicações ligadas a Flávio Bolsonaro
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Fux suspende decisão de Dino sobre publicações ligadas a Flávio Bolsonaro

Ministro do STF levou ao plenário a disputa sobre posts que associam o candidato à retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a decisão de Flávio Dino que havia derrubado uma ordem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre publicações envolvendo Flávio Bolsonaro (PL) e Nossa Senhora Aparecida. As decisões individuais dos dois ministros serão analisadas pelo plenário do STF na quarta-feira (30).

A determinação original havia sido tomada pelo vice-presidente do TSE, André Mendonça. Ele ordenou a retirada de conteúdos das redes sociais que relacionavam o candidato à intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A medida foi concedida após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro.

Na sexta-feira (25), Mendonça determinou a remoção de uma publicação do humorista Antonio Tabet, que mencionava um suposto ataque à santa por causa das eleições. Tabet recorreu ao STF, e Dino considerou que a ordem do TSE violava as liberdades de expressão e religiosa. A decisão do ministro não ficou restrita ao post do humorista e alcançou outras publicações sobre Nossa Senhora Aparecida no contexto eleitoral.

Reclamação no Supremo

Depois da decisão de Dino, Flávio Bolsonaro apresentou um pedido direto a Fux, em um processo relacionado ao Marco Civil da Internet. Fux suspendeu a decisão e submeteu o caso ao plenário do Supremo.

O episódio provocou uma manifestação de Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, ao presidente do STF, Edson Fachin. No ofício, Nunes Marques afirmou estar preocupado com o que chamou de sobreposição de competências e apontou risco de esvaziamento da Justiça Eleitoral.

“Em período eleitoral, marcado por prazos exíguos e por efeitos de difícil reversão, a instabilidade decisória gera insegurança jurídica”, escreveu Nunes Marques.

O presidente do TSE também criticou o direcionamento de pedidos a ministros específicos, sem sorteio de relatores. Segundo ele, essa prática pode estimular a escolha da instância considerada mais favorável e comprometer a previsibilidade das regras eleitorais.

Mais cedo, Fachin se reuniu com Nunes Marques para tratar da decisão de Dino. A ação analisada por Dino era relatada por ele desde maio e discutia a remoção de uma publicação sobre Deltan Dallagnol.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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