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Gasmig prepara rede de gás e biometano para atender polos mineiros
Câmbio e custos

Gasmig prepara rede de gás e biometano para atender polos mineiros

Companhia prevê projetos no Norte e no Sul de Minas e aposta de até R$ 1 bilhão no biometano do Triângulo Mineiro.

A Gasmig pretende ampliar a infraestrutura de gás em Minas Gerais nos próximos cinco anos, com projetos voltados a mineradoras, grandes consumidores e produtores de biometano. A estratégia inclui novas redes no Norte e no Sul do Estado e investimentos no Triângulo Mineiro.

A companhia também vai lançar, na próxima quinta-feira (1º), o projeto “O Gás que Move Nossas Minas”. A iniciativa busca aproximar a empresa das mineradoras e transformar discussões sobre custos de energia, abastecimento, troca de combustíveis, eficiência e descarbonização em projetos, investimentos e soluções energéticas.

Mineração e transporte

O gás natural é usado como fonte de calor na pelotização do minério de ferro e na secagem de minérios. Embora seja um combustível fóssil, libera menos gases do efeito estufa quando queimado do que o carvão mineral e os derivados do petróleo.

Já o biometano pode substituir o diesel em veículos pesados, incluindo caminhões usados no transporte de minério, desde que adaptados para operar com gás. A Gasmig busca incentivar essa troca e estuda a criação de corredores para reduzir as emissões do transporte, inicialmente com gás e, depois, com combustíveis renováveis.

O presidente da Gasmig, Gustavo De Marchi, afirmou que a maior parte da rede de gasodutos do Estado ainda tem capacidade disponível. Essa estrutura poderia atender a um aumento da demanda por gás natural e biometano. A empresa quer conhecer a escala prevista pelas mineradoras para ajudar a organizar seu portfólio de compra de gás.

O volume atual de gás natural é de cerca de 3 milhões de metros cúbicos por dia. Na avaliação de De Marchi, esse número pode mais que dobrar se grandes consumidores substituírem combustíveis mais poluentes durante processos de descarbonização.

Projetos regionais

No Norte de Minas, a possível instalação de uma usina termelétrica na área da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) é tratada pela Gasmig como uma possível base para a construção de gasodutos e o atendimento a outros consumidores. O empreendimento é do consórcio Engeko Green, vencedor do Leilão de Reserva de Capacidade.

No Sul do Estado, a proposta envolve uma linha-tronco de Bragança Paulista (SP) até Extrema (MG), por meio de um gasoduto de transporte que precisaria ser viabilizado pela Nova Transportadora do Sudeste (NTS). A intenção é alcançar o polo industrial de Pouso Alegre (MG). A Gasmig atualizou os estudos diante da possibilidade de novas demandas de grandes consumidores na região.

Aposta no biometano

O Triângulo Mineiro concentra a principal aposta da empresa no gás natural renovável. Produzido a partir da purificação do biogás, o biometano tem origem na decomposição de resíduos orgânicos. A Gasmig pretende aproveitar a presença da agroindústria para estimular a produção local.

Uma chamada pública lançada pela estatal prevê até R$ 1 bilhão em investimentos e cerca de 400 quilômetros de rede. A proposta é criar redes isoladas que conectem cidades-polo do Triângulo Mineiro e formar um “hub de biometano”, aproximando a produção do consumo e reduzindo a necessidade de transporte por longas distâncias.

A projeção é chegar a 250 mil metros cúbicos por dia, principalmente com participação do setor sucroindustrial. Para De Marchi, “falta agora o Brasil avançar na pauta da regulamentação do atributo ambiental”. Na avaliação do presidente da Gasmig, essa regulamentação pode destravar investimentos com mais velocidade e equilibrar os preços em relação ao gás natural.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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