O calendário econômico desta sexta-feira tem como principal destaque a divulgação do IPCA-15 de setembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), às 9h. Também estão previstas divulgações sobre construção civil, confiança empresarial e atividade econômica no Brasil, além de indicadores dos Estados Unidos, Alemanha e Espanha.
Indicadores no Brasil
O IBGE também publica o IPCA-Especial (IPCA-E) do 3º trimestre deste ano, que corresponde ao IPCA-15 acumulado. A mediana de 27 projeções de instituições financeiras coletadas pelo Valor Data aponta alta de 0,55% para o IPCA-15 de setembro. As estimativas variam de 0,37% a 0,65%.
No acumulado em doze meses, a expectativa é de alta de 4,3%, com projeções entre 4,13% e 4,42%. Em agosto, o índice acumulou 4,24% nesse intervalo. A previsão é de aceleração depois da deflação de 0,31% registrada em agosto e da alta de 0,06% em julho.
Às 8h, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV) divulga o INCC-M de setembro. O índice subiu 0,85% em agosto, após alta de 0,62% no mês anterior, e acumulou 6,56% em doze meses. Em agosto de 2025, o acumulado em 12 meses era de 7,49%.
No mesmo horário, o Ibre-FGV anuncia a Sondagem Conjuntural do Setor da Construção de setembro. Em agosto, o Índice de Confiança da Construção (ICST) caiu 0,6 ponto, para 91,9 pontos. Nas médias móveis trimestrais, recuou 0,3 ponto, para 92,0 pontos.
O Índice de Situação Atual caiu 0,4 ponto, para 91,7 pontos, enquanto o Índice de Expectativas recuou 0,9 ponto, para 92,1 pontos. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Construção subiu 2,7 pontos percentuais, para 78,8%. Os indicadores de mão de obra e de máquinas e equipamentos avançaram 2,7 e 2,4 pontos percentuais, para 80,3% e 72,9%.
Às 10h, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) anuncia o Índice de Confiança do Empresário Industrial — Resultados Setoriais — de setembro. No relatório de agosto de 2026, 25 dos 29 setores analisados registraram falta de confiança, enquanto quatro apresentaram confiança. O índice ficou abaixo de 50 pontos na maioria dos segmentos, portes de empresa e regiões do país.
Agenda internacional e autoridades
Na Alemanha, o instituto GfK divulga às 3h, no horário de Brasília, a confiança do consumidor de outubro. A leitura anterior foi de -26,6, e a expectativa é de -27,4. Na Espanha, o Instituto Nacional de Estatísticas informa, às 4h, o dado final do PIB do segundo trimestre de 2026. No primeiro trimestre, a economia cresceu 0,6% na comparação trimestral e 2,7% em bases anuais. As projeções são de altas de 0,7% e 2,7%, respectivamente.
Nos Estados Unidos, o Departamento do Comércio divulga às 9h30 o resultado das encomendas de bens duráveis de agosto. A leitura anterior mostrou alta de 1,1% na margem, e a expectativa é de baixa de 0,4%.
A Universidade de Michigan apresenta, às 11h, o dado final da confiança do consumidor dos EUA em setembro. A leitura anterior foi de 51,7, com expectativa de 47,6. No mesmo horário, divulga a expectativa de inflação para cinco anos. A leitura preliminar apontou 3,3%, e a estimativa é de 3,4%.
Dirigentes do Federal Reserve também participam de eventos. John Williams, presidente do Fed de Nova York, discursa às 6h15. Jeffrey Schmid, presidente do Fed de Kansas City, participa de evento às 10h20. Beth Hammack, presidente do Fed de Cleveland, discursa às 15h. Às 14h, a Baker Hughes divulga o número semanal de sondas de exploração de petróleo em atividade nos Estados Unidos até 25 de setembro.
No Brasil, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa às 8h30 de café da manhã com membros do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), em São Paulo. À tarde, terá despachos internos.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, cumpre reuniões e despachos internos em São Paulo. Às 17h, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresenta, também em São Paulo, medidas de proteção às famílias e à economia popular.







