A Paramount recebeu autorização judicial para concluir a aquisição da Warner Bros., em uma operação avaliada em US$ 110 bilhões. A decisão foi emitida nesta quarta-feira (30) pela juíza distrital Araceli Martínez-Olguín, nos Estados Unidos, após um acordo com um grupo de estados liderado pela Califórnia.
O entendimento foi firmado em 21 de setembro e encerra um impasse de meses sobre a transação. O grupo, formado por 12 estados, havia tentado barrar a fusão na Justiça sob o argumento de que a união criaria uma empresa com poder para elevar os preços nos mercados de cinema e televisão.
Condições para a fusão
O acordo terá duração de cinco anos. Entre as exigências estão o cumprimento, pela Paramount, de cotas de lançamento de filmes nos cinemas e a separação das negociações com operadoras de TV a cabo para os canais que pertencem à Warner.
A empresa também se comprometeu a criar um conselho editorial destinado a preservar a independência das redes CBS e CNN. Martínez-Olguín rejeitou as alegações de que essa estrutura violaria a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos e classificou o negócio como uma “solução razoável do ponto de vista fático e jurídico”.
Grupos contrários à fusão haviam enviado cartas ao tribunal pedindo que o acordo fosse recusado. Na decisão, a juíza afirmou: “Essas esperanças e desejos de que o decreto de consentimento proposto fosse mais abrangente — ou alcançasse mais resultados — não constituem violações legais”.
Mudança na liderança
A Paramount anunciou ainda que Ynon Kreiz será co-CEO da companhia quando a aquisição da Warner Bros. for concluída. Ele ocupa há longo tempo o cargo de CEO da Mattel e liderou a expansão da fabricante de brinquedos para áreas de entretenimento.
A estratégia de transformar propriedades intelectuais da Mattel em filmes, programas de televisão e jogos digitais resultou no sucesso global de bilheteria “Barbie” e aumentou a demanda por produtos licenciados da marca.







