Os juros futuros operaram em alta nesta quinta-feira (24), pressionados pela aversão a ativos de risco no exterior e por notícias políticas no Brasil. A alta do petróleo, associada à falta de avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã e às tensões no Oriente Médio, aumentou a pressão sobre as taxas.
Por volta de 13h40, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2027 oscilava entre 13,54%, no ajuste da véspera, e 13,555%. O DI de janeiro de 2028 avançava de 13,575% para 13,62%. Já o contrato de janeiro de 2029 subia de 13,785% para 13,83%, enquanto o DI de janeiro de 2031 passava de 13,965% para 13,995%.
Nos Estados Unidos, a taxa da T-note de dez anos avançava de 5,116% para 5,138%. A do T-bond de 30 anos subia de 5,402% para 5,435%. Durante o dia, as máximas chegaram a 5,172% e 5,460%, respectivamente. A oscilação dos juros americanos repercutiu no mercado brasileiro.
Política e cenário externo
As taxas brasileiras começaram o pregão próximas da estabilidade, mas ganharam força com a piora do ambiente internacional. As preocupações geopolíticas voltaram a pressionar o mercado local, como havia ocorrido no dia anterior, quando os juros dos DIs subiram mais de 10 pontos-base nos vencimentos longos após a alta dos juros americanos.
A pressão externa perdeu intensidade depois de informações sobre negociações entre Irã e Estados Unidos para uma saída da guerra no Oriente Médio e a reabertura do Estreito de Ormuz.
No mercado brasileiro, notícias que associam o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro também afetaram os ativos. Investidores avaliaram os possíveis efeitos sobre a campanha do senador e sobre a perspectiva de mudança na política econômica após as eleições de outubro.
O Relatório de Política Monetária do Banco Central e a coletiva com o presidente Gabriel Galípolo e o diretor Paulo Picchetti ficaram em segundo plano. O leilão de títulos prefixados do Tesouro Nacional também teve pouca influência. Foram ofertados pouco mais de 10 milhões de papéis, abaixo da expectativa do mercado. O risco calculado pela Necton Investimentos foi de US$ 423 mil, ante uma expectativa entre US$ 900 mil e US$ 1,1 milhão.






