Poços de Caldas, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
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Juros futuros sobem com pressão externa e repercussão eleitoral
Câmbio e custos

Juros futuros sobem com pressão externa e repercussão eleitoral

Taxas brasileiras avançaram enquanto Treasuries e petróleo subiram em meio às tensões geopolíticas e a notícias sobre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.

Os juros futuros encerraram a quinta-feira (24) em alta, pressionados principalmente pelo avanço das taxas dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. A alta do petróleo, associada às tensões geopolíticas, contribuiu para a piora do ambiente internacional e afetou o desempenho da renda fixa brasileira.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2027 passou de 13,54% para 13,56%. O DI de janeiro de 2028 subiu de 13,575% para 13,665%; o de janeiro de 2029 avançou de 13,785% para 13,86%; e o contrato de janeiro de 2031 foi de 13,965% para 14,015%.

No exterior, a taxa da T-note americana de dez anos avançava de 5,116% para 5,224% no fim do pregão em Nova York. A do T-bond de 30 anos subia de 5,402% para 5,497%. Nas máximas do dia, os índices chegaram a 5,227% e 5,508%, respectivamente.

Notícias do cenário eleitoral

O quadro doméstico também influenciou a formação dos preços. Notícias sobre uma suposta relação entre o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro pressionaram as taxas. Investidores avaliaram os possíveis efeitos sobre a campanha e sobre a chance de mudança na política econômica após as eleições de outubro.

A Polícia Federal encontrou no celular de Vorcaro registros de três meses de conversas com Flávio, com menções a seis encontros. Também foi divulgado que o senador teria usado um avião particular do ex-banqueiro para retornar de uma viagem aos Estados Unidos em janeiro de 2025.

Para um operador de renda fixa de um banco local, as revelações soam “requentadas”, porque as conversas entre os dois já seriam conhecidas pelo eleitorado. Participantes do mercado avaliaram que as notícias podem gerar volatilidade nos ativos brasileiros, mas não devem provocar impacto significativo nas eleições do mês que vem.

Nas plataformas de mercado preditivo, proibidas no Brasil, as apostas em uma vitória de Flávio oscilavam entre 55% e 57%, depois de superar 60% no começo da semana. As apostas em uma reeleição de Lula variavam de 43% a 45%, ante pouco menos de 40% anteriormente.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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