O Citi avalia que o debate sobre as chamadas canetas emagrecedoras está mudando de direção: além da oferta, o mercado passou a acompanhar a elasticidade da demanda, o avanço da concorrência e a rentabilidade por unidade, em meio à chegada de genéricos e biossimilares.
A mudança ocorre após as importações brasileiras de medicamentos à base de hormônios polipeptídicos caírem 22% em agosto, na comparação com julho. O indicador é usado pelo banco para acompanhar a entrada desses produtos no país.
A retração foi concentrada principalmente nos fluxos originários da Itália, onde a Novo Nordisk moderniza e amplia sua capacidade de produção. Os analistas Leandro Bastos e Renan Prata assinam a avaliação.
Já as remessas dos Estados Unidos e da Alemanha permaneceram estáveis. O Citi utiliza esses países como referência para monitorar a oferta do Mounjaro, da farmacêutica americana Eli Lilly.
Para o banco, a variação dos dados levanta dúvidas sobre a disponibilidade física dos medicamentos e sobre o risco de desabastecimento no varejo farmacêutico. Ainda assim, a análise destaca que as discussões da categoria estão cada vez mais concentradas no comportamento da demanda, na concorrência e nos indicadores de rentabilidade.








