O mercado financeiro entra no último pregão antes do primeiro turno das eleições sob cautela. No Brasil, investidores avaliam os possíveis efeitos do cancelamento de um debate entre presidenciáveis e as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a votação de domingo e os negócios na segunda-feira.
As decisões que levaram a TV Globo a cancelar o debate foram interpretadas como interferência jurídica e provocaram reações nas redes sociais. A reação do mercado também deve considerar a pesquisa Datafolha divulgada ontem. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 42% das intenções de voto no primeiro turno, contra 38% do senador Flávio Bolsonaro (PL). No segundo turno, Lula tem 48% e Flávio, 45%, em empate técnico.
A depender da diferença entre os dois candidatos, gestores e estrategistas avaliam que pode haver um rali na segunda-feira. A alta de Flávio nas últimas semanas é associada à perda de espaço dos candidatos da terceira via e à migração de eleitores de direita para o voto útil.
No exterior, o petróleo recua com a possibilidade de Reino Unido e Europa liberarem reservas estratégicas de combustível. Donald Trump também pressiona aliados europeus a cederem diesel e cogita proibir as exportações americanas do combustível para reduzir os preços internos antes das eleições de meio de mandato, em 3 de novembro.
Por volta das 8h, o petróleo Brent caía 2,18%, a US$ 100,08 por barril. O rendimento dos Treasuries de dez anos recuava de 5,242% para 5,232%, enquanto o papel de 30 anos passava de 5,621% para 5,602%. O futuro do S&P 500 subia 0,50%, e o Nasdaq avançava 0,72%.
Na agenda dos investidores está o relatório oficial de empregos dos Estados Unidos, o payroll. A projeção é de criação de 84 mil vagas, ante 162 mil em agosto, com a taxa de desemprego mantida em 4,1%. Os dados podem influenciar as apostas sobre os próximos passos dos juros do Federal Reserve (Fed). As incertezas no Oriente Médio e as preocupações com o cenário fiscal global continuam no radar.







