NOVA YORK — As bolsas de Nova York passaram a operar em baixa nesta sessão, em meio à aversão ao risco nos mercados globais. O petróleo avançou, com o Brent acima de US$ 100 por barril, enquanto os rendimentos dos Treasuries recuaram em um pregão volátil, mas continuaram em níveis máximos de décadas.
Por volta das 13h20, o Nasdaq Composto recuava 0,20%, aos 26.810,75 pontos. O Dow Jones perdia 0,33%, aos 50.737,09 pontos, e o S&P 500 caía 0,18%, aos 7.637,22 pontos.
Petróleo, juros e dólar
O Brent para entrega em dezembro subia 2,50%, a US$ 100,48 por barril. O WTI para novembro avançava 2,46%, a US$ 92,64. A alta dos combustíveis manteve no radar o risco de pressão sobre a inflação.
A taxa da T-note de dois anos caiu de 4,908% para 4,791%. No vencimento de dez anos, o rendimento passou de 5,291% para 5,246%. Já o título de 30 anos recuou de 5,634% para 5,613%, permanecendo acima de 5,6%.
O índice DXY, que compara o dólar com uma cesta de moedas de países desenvolvidos, subia 0,61%, aos 102,07 pontos, nas máximas do ano.
Indicadores dos Estados Unidos
O índice ISM industrial dos Estados Unidos passou de 54,6 em agosto para 54,5 em setembro. No mesmo período, o PMI industrial calculado pelo S&P Global subiu de 53,9 para 55,9, mas ficou abaixo do consenso de 57 pontos. Os dados indicaram expansão da atividade, com aumento de novos pedidos e produção em patamar elevado.
O índice de preços pagos, porém, avançou de 71,1 para 77,9. Para Thomas Ryan, economista da Capital Economics, a alta das despesas com energia pode ampliar a pressão sobre os preços ao consumidor. “Quanto mais tempo persistirem as pressões sobre os preços da energia, maior será o risco de que elas se propaguem para pressões mais amplas sobre os preços ao consumidor”, afirmou.
O ING avaliou que a atividade econômica, os gastos resilientes dos consumidores e sinais de reaceleração na criação de empregos reforçam a possibilidade de nova alta dos juros pelo Fed. O relatório de empregos, conhecido como payroll de setembro, estava previsto para amanhã.
O presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, disse não saber até que nível os juros precisarão subir para conter a inflação. Segundo ele, o banco central fará o necessário para levar os preços de volta à meta.







