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Brasil fica em 33º lugar em ranking global de turismo de 2026
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Brasil fica em 33º lugar em ranking global de turismo de 2026

Índice do Fórum Econômico Mundial aponta melhora nas condições globais para o turismo, mas Brasil perde cinco posições desde 2024.

As condições globais para o desenvolvimento do turismo atingiram, em 2026, o melhor nível desde a pandemia, segundo o Índice de Desenvolvimento de Viagens e Turismo do Fórum Econômico Mundial. O Brasil aparece em 33º lugar, cinco posições abaixo da colocação registrada na edição de 2024.

Mesmo com a queda, o país mantém a terceira melhor posição entre as Américas. Fica atrás dos Estados Unidos, em segundo lugar, e do Canadá, em 14º. Na América Latina, o Brasil lidera o ranking, à frente de Chile, em 35º; México, em 41º; Argentina, em 48º; Costa Rica, em 51º; e Colômbia, em 54º.

A entrada de estrangeiros é apontada como um dos fatores que contribuem para o desenvolvimento do turismo brasileiro. No primeiro semestre, o indicador alcançou nível recorde e contribuiu para o aumento da receita do setor.

O que o índice avalia

O levantamento não mede diretamente o desempenho da atividade turística em cada país. A proposta é analisar as condições oferecidas pelas economias para que o setor cresça. A metodologia reúne 17 indicadores distribuídos em cinco pilares: ambiente de negócios; políticas públicas; infraestrutura e serviços; recursos naturais e culturais; e sustentabilidade.

Japão, Estados Unidos e Espanha aparecem como os países com as condições mais favoráveis ao desenvolvimento do turismo. Albânia, Vietnã, Laos e Qatar tiveram os maiores avanços na pontuação desde a edição anterior.

O relatório também destaca o desempenho das economias emergentes. Brasil, China, Índia, Indonésia, Malásia, Tailândia, Vietnã, Filipinas, Turquia e México respondem atualmente por mais de 28% do PIB global relacionado ao turismo. A participação pode chegar a 35% até 2035.

“Essas economias representam uma das mais importantes fontes de crescimento futuro do turismo”, diz o relatório.

Na América do Sul, os melhores resultados estão relacionados à competitividade de preços, à tecnologia da informação e comunicação, à saúde e higiene e à segurança e proteção. Entre os pontos com menor pontuação estão os serviços e a infraestrutura turística, os atrativos não turísticos, a infraestrutura terrestre e portuária e os recursos culturais.

Regiões e desafios

A Ásia-Pacífico registrou o maior crescimento entre as regiões analisadas, com alta de 3,6% em relação a 2024. O Oriente Médio e o Norte da África avançaram 2,5%; Europa e Eurásia, 1,8%; as Américas, 1,6%; e a África Subsaariana, 1,1%.

A Europa continua como a região mais bem posicionada no ranking e reúne seis dos dez países que ocupam as primeiras posições. Ao todo, 92% das economias apresentaram melhorias desde 2024.

Ramya Krishnaswamy, chefe de Economia da Experiência e Cidades do Fórum Econômico Mundial, afirma que o desafio agora é gerar mais valor com investimentos em pessoas, infraestrutura e colaboração público-privada.

Entre os fatores que sustentam a expansão do turismo estão a evolução dos atrativos culturais, da infraestrutura e dos serviços turísticos e da conectividade aérea. Os custos de viagem, porém, estão entre os principais obstáculos: as despesas aumentaram acima da inflação em três de cada quatro países avaliados.

O relatório também aponta que os investimentos no setor permanecem abaixo do necessário para acompanhar a demanda desde 2022. A falta de profissionais e as deficiências na qualificação da mão de obra aparecem como riscos para o crescimento nos próximos anos. O documento ainda afirma que o aumento no número de visitantes não garante, por si só, melhores condições de vida ou empregos de maior qualidade para as comunidades locais.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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