O Expedia permitirá que usuários dos Estados Unidos pesquisem e reservem hotéis pelo Muse, assistente pessoal de Inteligência Artificial da Meta. O viajante poderá informar destino, datas e preferências de hospedagem. A ferramenta apresentará opções compatíveis e permitirá concluir a reserva pelo próprio assistente.
O Expedia continuará responsável pela reserva, enquanto o pagamento será finalizado no Muse. A empresa ainda não informou quando o recurso estará disponível. Também estão em andamento testes de anúncios conversacionais no feed da plataforma da Meta, iniciativa apresentada durante o evento Explore, em maio. A proposta permite iniciar o planejamento de uma viagem ou fazer perguntas.
Estratégia de inteligência artificial
Xavier Amatriain, chefe de IA e Dados do Expedia Group, detalhou a estratégia da empresa em uma publicação no blog corporativo. Ele definiu um agente de IA como “um sistema que trabalha em direção a um objetivo”.
De acordo com o executivo, esses sistemas podem usar contexto e memória, recorrer a habilidades, raciocinar em várias etapas e utilizar ferramentas para reunir informações ou avançar. Algumas tarefas também poderão ser executadas ao longo do tempo, exigindo que o sistema mantenha o contexto, se adapte às mudanças e tome uma sequência de decisões.
Amatriain descreveu o futuro da IA no setor de viagens como um “sistema composto e multiagente”. Nesse modelo, agentes especializados poderiam ajudar a descobrir opções, comparar propriedades e executar outras funções específicas. A combinação desses recursos formaria uma experiência contínua de viagem, do planejamento ao fim da jornada.
Participação em outras plataformas
O Expedia também participa do lançamento de reservas feitas por agentes de IA do Google, ao lado de Alaska Airlines, American Airlines, Booking.com e Marriott International.
A possibilidade de reservar voos foi apresentada no lançamento do Muse com apoio da empresa britânica Duffel. O recurso inclui a opção de fazer reservas diretamente com companhias aéreas.
As ações de empresas de viagens online recuaram ontem (23), diante da preocupação de investidores com possíveis efeitos do Muse sobre os agregadores. Para Jake Fuller, diretor-gerente do banco de investimentos BTIG, assistentes como Muse e Instinct podem encontrar, reservar e gerenciar uma viagem em nome do usuário, em vez de apenas reorganizar resultados de busca.
Fuller avalia que o conteúdo disponível, os programas de fidelidade e os descontos financiados por hotéis mantêm as agências de viagens online em posição relevante. Ele também considera que Muse e Instinct podem gerar tráfego gratuito para essas empresas, por não ficarem com parte das comissões.








