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Falhas em aparelhos interrompem sessões de radioterapia em hospital de Goiânia
Brasil

Falhas em aparelhos interrompem sessões de radioterapia em hospital de Goiânia

Pacientes do Araújo Jorge relatam cancelamentos, gastos extras e piora nas condições de saúde durante o tratamento.

Pacientes do Hospital de Câncer Araújo Jorge, em Goiânia, relatam cancelamentos e atrasos em sessões de radioterapia. Os problemas, atribuídos a falhas em equipamentos, têm levado pessoas que moram longe a arcar com deslocamentos e hospedagem sem a garantia de conclusão do atendimento.

Eliana acompanha a mãe, Alaíde Maria Nogueira, de 78 anos, moradora de Marzagão, em Goiás. A paciente deveria realizar 27 sessões, mas fez apenas 10 em cerca de um mês, conforme o relato da filha. Eliana afirma que a mãe passou a sentir mais dores e teve sangramento durante o período de interrupções.

A família chegou a alugar uma kitnet perto do hospital para permanecer em Goiânia. Segundo Eliana, parentes precisaram pedir dinheiro emprestado para cobrir os custos. Ela também afirma que, em uma semana, a mãe não conseguiu fazer nenhuma sessão.

“Você chega lá, aí está estragada, dispensa, vai embora para casa”, relatou Eliana sobre a comunicação recebida quando o equipamento apresenta problema. De acordo com ela, os pacientes são informados de que a máquina está estragada, mas não recebem previsão de retorno do atendimento.

Em um aviso aos pacientes do Cartão Amarelo, a unidade comunicou que parte dos tratamentos programados para terça-feira, 29, não seria realizada. O hospital orientou quem ainda não tivesse saído de casa a permanecer na residência e informou que as sessões seriam retomadas normalmente no dia seguinte.

O Araújo Jorge informou que o setor de Radioterapia realiza cerca de 280 sessões por dia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O atendimento ocorre das 6h às 2h, em quatro turnos, com ocupação aproximada de 93%. A instituição disse que frequentemente ultrapassa o horário previsto por causa da demanda.

Segundo o hospital, cada sessão dura em média 15 minutos, mas tratamentos mais complexos ocupam os aparelhos por mais tempo e reduzem a capacidade diária. A instituição também informou que avalia os pacientes antes de uma eventual dispensa, priorizando aqueles que já estão com o tratamento atrasado.

A unidade anunciou a instalação de dois novos aceleradores lineares, com previsão de início de funcionamento no primeiro semestre de 2027. Também estão em andamento obras de reforma e adequação do setor.

A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) afirmou que o hospital é filantrópico e não é administrado diretamente pela pasta. A secretaria disse acompanhar a oferta de serviços da rede, mas informou não ter sido comunicada sobre paralisação ou indisponibilidade da radioterapia. Também não recebeu orientação para suspender atendimentos ou deixar de aceitar novos pacientes.

A Secretaria da Saúde do Estado de Goiás (SES) foi procurada para informar sobre os repasses financeiros ao hospital, mas não havia respondido até o fechamento das informações.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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