GOIÂNIA — O Ministério Público, a Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO) e a Justiça Eleitoral foram acionados para acompanhar uma ocorrência envolvendo Santana Pires, candidato a deputado federal por Goiás pelo Partido Novo. O episódio aconteceu nesta terça-feira, 22, no Setor Campinas, na Região Noroeste de Goiânia, e ainda deverá ser investigado.
A apuração deve verificar as circunstâncias da discussão, a possível utilização de um objeto semelhante a um chicote e eventuais responsabilidades. Também caberá às autoridades ouvir as pessoas envolvidas e analisar registros, testemunhos e outros elementos de prova.
O que mostram as imagens
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram Santana segurando o objeto enquanto discute com algumas pessoas nas proximidades do Colégio Professor Pedro Gomes. Testemunhas afirmam que ele teria usado o objeto para atingir moradores em situação de rua.
As imagens, porém, não esclarecem toda a sequência dos acontecimentos. Também não permitem confirmar, isoladamente, se alguém foi atingido ou se houve agressão física. Até o momento, não existe conclusão oficial sobre o caso.
Versão apresentada pelo candidato
Após a repercussão, Santana Pires disse nas redes sociais que estava na região para conversar com moradores, ouvir demandas e conhecer problemas do bairro. Ele afirmou ainda que também teria sido agredido durante a confusão.
O candidato comentou a situação das pessoas em situação de rua em Goiânia e declarou que pretende cobrar providências do poder público. Na mesma manifestação, fez críticas à administração do prefeito Sandro Mabel sobre o tema.
Disputa eleitoral
Santana Pires é o nome de urna de Erciley Pires Santana, de 54 anos. Ele disputa, nas eleições de 2026, uma vaga de deputado federal por Goiás pelo Partido Novo, com o número 3028. Dados eleitorais disponibilizados a partir do TSE informam que ele declarou ocupação de comerciante e nasceu em Jaraguá (GO). A candidatura consta como deferida nos dados mais recentes consultados.
Enquanto a investigação não esclarece o episódio, os relatos de testemunhas e as acusações devem ser tratados como alegações. Também será necessário verificar se houve agressão física, quem participou da confusão e eventual prática de ilícitos.








