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Médico explica voto em Lula a partir do SUS, da ciência e da universidade pública
Brasil

Médico explica voto em Lula a partir do SUS, da ciência e da universidade pública

Roberson Guimarães relaciona sua escolha eleitoral a políticas de saúde, combate à fome, educação, democracia e soberania nacional.

Roberson Guimarães, médico e crítico literário, afirma que sua escolha de votar em Lula se baseia em políticas públicas voltadas à população que depende do Estado. Em um relato após atender uma paciente de Jaraguá (GO), ele conta que foi questionado sobre o motivo de apoiar o presidente mesmo tendo uma renda superior à da maioria dos brasileiros.

O médico diz que sua trajetória influencia essa decisão. Nascido em uma família modesta no interior de Goiás, ele se formou em uma universidade pública sem pagar pela formação. Para Guimarães, os impostos pagos pela população financiaram esse caminho, o que torna incoerente votar considerando apenas a própria faixa de renda.

Saúde, impostos e combate à fome

Entre os argumentos apresentados está a defesa do Sistema Único de Saúde. Guimarães afirma que sete em cada dez brasileiros dependem exclusivamente do SUS e que o sistema financia a maior parte do tratamento das mulheres com câncer de mama no país, incluindo cirurgia, quimioterapia, radioterapia e medicamentos de alto custo.

Ele também cita mudanças no imposto de renda atribuídas ao governo Lula: isenção para quem ganha até 5 mil reais e cobrança mínima para rendimentos acima de 600 mil reais por ano, com alíquota gradual de até 10% a partir de 1,2 milhão. Segundo o governo, os contribuintes atingidos pagavam uma alíquota efetiva média de 2,54% sobre a renda.

O médico menciona ainda dados da FAO sobre a fome. O Brasil voltou a sair do mapa da fome em julho de 2025, depois de ter retornado a ele no triênio 2018-2020. No triênio 2022-2024, menos de 2,5% da população estava em risco de subnutrição.

Educação, ciência e soberania

Guimarães também defende as cotas sociais e raciais, a universidade pública e a ciência. Ele afirma que se formou na USP e aprendeu nela o ofício que exerce há trinta anos. Segundo levantamento feito para a Capes, quinze universidades, todas públicas, respondem por mais de 60% da produção científica nacional.

Na avaliação dele, a pesquisa acadêmica é essencial para a medicina e para o desenvolvimento do país. O médico cita a produção de terras raras: o Brasil teria cerca de 21 milhões de toneladas, equivalentes a 23% do total mundial, mas produziu apenas 20 toneladas em 2024, menos de 1% da produção global.

Ele relaciona o tema à lei sancionada em 16 de setembro, que criou a Política Nacional de Minerais Críticos, Estratégicos e Terras Raras. A norma prevê até R$ 7 bilhões para o processamento desses minerais no Brasil e estabelece um conselho com poder para barrar contratos estrangeiros que ameacem a soberania ou o abastecimento interno.

Por fim, Guimarães associa seu voto à defesa da democracia, da liberdade de cátedra, da imprensa livre e de eleições respeitadas. Também critica a condução do governo na pandemia, citando a demora na compra de vacinas e a promoção de medicamentos sem eficácia comprovada. Para ele, a decisão eleitoral reúne saúde pública, combate à fome, educação, ciência, cultura e soberania nacional.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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