RIO DE JANEIRO — A estreia da NFL no Maracanã reuniu 72.792 pessoas, o maior público da história da liga em um jogo no Brasil. Os ingressos foram comprados por torcedores de 67 países, com predominância brasileira: 88,3% das entradas ficaram no país. Estados Unidos responderam por 6,9%, México por 0,9%, Reino Unido por 0,6%, Argentina por 0,5% e os outros 61 países, por 2,8%.
O evento também registrou a maior quantidade de marcas associadas entre as partidas da NFL realizadas no país. Ao todo, 22 patrocinadores fizeram ativações oficiais no estádio e superaram os números dos jogos anteriores em São Paulo.
A programação começou antes da partida, com atividades e lojas de produtos da liga no entorno do Maracanã. Os portões foram abertos por volta das 13h30. No intervalo, Ricky Martin e Pedro Sampaio participaram da atração inspirada no show realizado durante a final da NFL. Na abertura, Péricles cantou o hino nacional.
Ravens vencem no segundo final
Em campo, o Baltimore Ravens derrotou o Dallas Cowboys por 34 a 31 neste domingo (27). O resultado foi definido no segundo final da partida e garantiu ao Ravens a segunda vitória no ano. A equipe foi liderada pelo quarterback Lamar Jackson.
O confronto marcou a primeira partida da National Football League no Estádio do Maracanã. O gramado era uma das preocupações antes do evento, mas o trabalho de recuperação feito pela NFL ao longo da última semana permitiu a realização do jogo.
Terceira temporada consecutiva no país
A partida no Rio de Janeiro foi o terceiro jogo consecutivo da principal liga de futebol americano do mundo no Brasil. Em 2024, Philadelphia Eagles e Green Bay Packers se enfrentaram na Neo Química Arena, em São Paulo. No ano passado, o mesmo estádio recebeu o duelo entre Los Angeles Chargers e Kansas City Chiefs.
Em entrevista, Matt Shapiro, vice-presidente global da NFL para estratégia de eventos e mercado, afirmou que o Brasil se tornou um dos pilares estratégicos da liga fora dos Estados Unidos. Sobre a possibilidade de uma partida adicional por ano no país, ele disse: “O Brasil é um mercado crítico para nós e tem a base de fãs e infraestrutura para sustentar potencialmente algo assim.”







