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Alabama leva TikTok a julgamento por acusações sobre saúde mental de adolescentes
Foto: Richard Vogel/AP
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Alabama leva TikTok a julgamento por acusações sobre saúde mental de adolescentes

Processo acusa a plataforma e a ByteDance de tornar o aplicativo viciante e enganar usuários sobre segurança e uso de dados.

Um júri do Alabama começa a analisar na segunda-feira (25) as acusações do Estado contra o TikTok e a ByteDance, controladora chinesa da plataforma. O processo afirma que o aplicativo foi desenvolvido para prender jovens usuários, direcioná-los a conteúdos cada vez mais intensos e induzir consumidores a erro sobre sua segurança.

O julgamento ocorrerá em um tribunal estadual de Montgomery e deve durar de duas a três semanas. A ação foi apresentada no ano passado pelo procurador-geral do Alabama, Steve Marshall, do Partido Republicano. Pelo menos outros 27 Estados e Washington, D.C., também moveram processos contra a empresa.

O Estado pede a aplicação de penalidades e outras medidas judiciais. Entre as acusações está a de que o fluxo contínuo de vídeos torna o TikTok altamente viciante e que o algoritmo encaminha adolescentes para materiais sobre violência e automutilação. A ação relaciona esse funcionamento a uma crise de saúde mental entre jovens e afirma que os atendimentos de emergência por automutilação no Alabama aumentaram de forma significativa.

Acusações sobre idade e conteúdo

O Alabama também sustenta que o TikTok afirma limitar o acesso de adolescentes a conteúdos sexuais e violentos para que o aplicativo seja classificado como seguro nas lojas de aplicativos do Google, da Apple e da Microsoft. A ação ainda acusa a plataforma de enganar usuários sobre o acesso do governo chinês aos dados de americanos.

Segundo o processo, o TikTok pede que os usuários informem a própria idade, mas permite que eles assistam a vídeos sem criar uma conta. Mesmo nesse formato, a empresa poderia coletar informações sobre os hábitos de visualização. O Estado afirma que a falta de uma restrição etária eficaz compromete recursos como o Modo Infantil, que seleciona conteúdos para jovens.

Outra alegação é que crianças e adolescentes ficam presos em bolhas de filtro, recebendo materiais cada vez mais intensos sobre temas que capturam sua atenção, incluindo conteúdos violentos ou prejudiciais.

O TikTok afirma que a segurança dos adolescentes é uma de suas principais prioridades. A empresa também argumenta que a Seção 230 da Lei Federal de Decência nas Comunicações protege plataformas digitais de responsabilização por conteúdos produzidos por usuários.

Processos sob sigilo

O caso pode expor detalhes das operações do TikTok. Em processos anteriores selecionados para julgamento, a empresa fechou acordos e tentou manter documentos judiciais sob sigilo ou com grandes trechos tarjados. Até agora, a companhia chegou a acordos em todos os processos contra ela que haviam sido escolhidos para julgamento, incluindo ações apresentadas por cinco jovens e por um distrito escolar do Kentucky.

Além das ações dos Estados, o TikTok enfrenta milhares de processos de pessoas físicas, distritos escolares e municípios por seu suposto impacto na saúde mental de jovens. Meta Platforms, Snap e YouTube, da Alphabet, também aparecem como rés em muitos desses casos.

No mês passado, a Meta fechou um acordo de US$ 17,1 bilhões com 47 Estados, Washington, D.C., e territórios americanos. A empresa não admitiu irregularidades e concordou em alterar as condições de acesso de adolescentes ao Instagram e ao Facebook. Do total, o pagamento de US$ 5 bilhões ficou condicionado à adoção dessas mesmas condições pelo TikTok, pela Snap e pelo YouTube. O TikTok não se manifestou publicamente sobre o acordo.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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