O Brasil movimentou US$ 252,5 bilhões em criptoativos nos 12 meses encerrados em junho de 2026 e ficou na primeira posição mundial no índice de adoção de cripto da Chainalysis. Na América Latina, o país respondeu por 43,7% da atividade, embora tenha registrado queda de 1,6% na comparação com o período de julho de 2024 a junho de 2025.
O volume brasileiro foi quase três vezes maior que o da Argentina, que movimentou US$ 88,5 bilhões e ficou em segundo lugar na região. México, Venezuela e Colômbia apareceram na sequência, com US$ 77,6 bilhões, US$ 39,1 bilhões e US$ 29,1 bilhões, respectivamente. Juntos, os cinco países concentraram mais de 80% da atividade cripto latino-americana.
A participação do Brasil no mercado regional avançou de 31,6% no período de 2022 para 43,7% no levantamento mais recente. No mesmo intervalo de comparação, porém, outros mercados cresceram: a atividade aumentou 25,5% no México, 15,3% na Argentina, 13,8% na Colômbia e 107,2% na Venezuela. Na América Latina, o volume subiu 9,8%, para US$ 593,8 bilhões.
Plataformas locais ganham participação
As exchanges sediadas ou em operação no Brasil ampliaram sua participação nos fluxos destinados a corretoras do país, de 1,5% para 12,5%. Na maior parte da América Latina, as plataformas domésticas perderam espaço para concorrentes internacionais.
A Chainalysis relaciona o movimento à maior clareza regulatória, aos investimentos e ao fortalecimento das ofertas locais. O relatório também cita as regras do Banco Central para prestadores de serviços de ativos virtuais, com exigências de governança, gestão de riscos, segurança, compliance e capital mínimo. Na avaliação do estudo, as exigências podem pressionar empresas menores e favorecer a consolidação do setor.
Stablecoins avançam
A economia brasileira de stablecoins cresceu 495%, contra 89,4% no restante da América Latina. A empresa associa parte do avanço ao uso corporativo, principalmente em operações de liquidez e transferências internacionais.
Entre pessoas, as transferências brasileiras também avançaram mais que nos demais países da região. Na faixa de US$ 100 a US$ 1 mil, o crescimento foi de 666% no Brasil, ante 252% no restante da América Latina. Na faixa de US$ 10 a US$ 100 mil, os aumentos foram de 562% e 209%, respectivamente.
Desde julho de 2024, o número de carteiras brasileiras com pelo menos US$ 10 mil em stablecoins cresceu 347%. No México, o avanço foi de 91%; na Argentina, de 82%; e no Chile, de 47%.







