BELO HORIZONTE — O CEO do Inter, João Vitor Menin, afirmou que deixar de investir no Brasil representa um risco estrutural. A declaração ocorreu na abertura do Inter Invest Summit, realizado na Arena MRV e voltado para o grande público.
Menin diferenciou decisões táticas de escolhas ligadas à tendência de longo prazo. Para ele, um investidor pode entrar no momento ou no setor errado, mas não deve ignorar as oportunidades estruturais do país. “Não investir no Brasil é um risco estrutural”, afirmou.
O executivo também mencionou a própria trajetória à frente do banco da família, que era chamado de Intermedium e foi transformado em um banco digital. Ele classificou essa decisão como uma opção de compra de baixo custo, com potencial de grandes ganhos caso desse certo.
Investimento e economia
Menin disse que a economia se movimenta quando as pessoas investem e geram emprego e renda. Na avaliação dele, isso ocorre tanto por meio de investimentos produtivos quanto do mercado financeiro.
O CEO declarou ainda que o Brasil vive um período de maior incerteza econômica. Nesse cenário, defendeu o equilíbrio como um elemento importante para atravessar o momento. A declaração sobre as oportunidades no país, segundo ele, deve ser analisada sob uma perspectiva estrutural, e não tática.
Ao falar sobre o horizonte de decisão, Menin citou o longo prazo e afastou a análise centrada em 2026. Para ele, mesmo com períodos melhores ou piores, há oportunidades no Brasil quando a avaliação considera a tendência da economia.







