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CMN deve avaliar mudanças nos fundos de direitos creditórios nesta quinta-feira
Foto: Diogo Zacarias/MF
Câmbio e custos

CMN deve avaliar mudanças nos fundos de direitos creditórios nesta quinta-feira

Revisão coordenada pela Fazenda e pela CVM veio após investigações sobre ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro com fundos e fintechs.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) deve discutir nesta quinta-feira (24) mudanças na regulação dos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), informou o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A análise faz parte de uma revisão das regras do mercado de fundos que será coordenada pelo Ministério da Fazenda com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A decisão de organizar esse trabalho foi atribuída por Durigan a uma determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). As alterações foram anunciadas depois de investigações identificarem o uso de fundos, fintechs e outras estruturas financeiras para ocultar patrimônio e lavar dinheiro.

Atuação da Receita

A Receita Federal deflagrou a Operação Crédito Oculto, nova fase da Carbono Oculto, para investigar operações envolvendo essas estruturas. De acordo com Durigan, o órgão tem colaborado com a CVM para encontrar movimentações consideradas atípicas e estruturas que dificultariam a identificação dos beneficiários finais dos recursos.

O ministro afirmou que o trabalho de identificação de “anomalias” no mercado brasileiro de fundos deverá ganhar espaço com as mudanças e cobrou uma participação maior da CVM. “O nosso trabalho de identificar a anomalia do mercado de fundos brasileiros, via Receita, com a colaboração que tem que ser maior da CVM, vai ganhar espaço nessas alterações”, disse.

Segundo Durigan, o objetivo é melhorar a capacidade das autoridades de diagnosticar irregularidades. Com informações mais precisas, Polícia, Ministério Público e Receita poderão apurar as operações e definir medidas para interromper práticas ilegais, afirmou.

Fintechs na mira

Durigan também defendeu uma fiscalização mais profunda sobre fintechs e outras instituições financeiras. Ele disse que a Fazenda já atua para ampliar a segurança do setor e lembrou a exigência para que essas empresas forneçam às autoridades informações mínimas sobre movimentações financeiras.

Para o ministro, as investigações apontaram que algumas instituições podem não ter feito as comunicações exigidas e também podem ter sido usadas na criação de fundos e pessoas jurídicas para esconder a origem e o destino dos recursos.

Questionado sobre a Medida Provisória (MP) das Bets, voltada à restrição das apostas on-line e ao endividamento da população, Durigan não detalhou a proposta e afirmou apenas que o tema será tratado pelo presidente da República.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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