O depósito bancário foi o meio de pagamento que mais ganhou participação nas transações entre empresas em 2026, enquanto o boleto perdeu espaço. Os dados são do estudo Panorama de Contas a Pagar, da Qive, antiga Arquivei.
A pesquisa avaliou 236,6 milhões de transações, com movimentação de R$ 3,3 trilhões, a partir de documentos fiscais eletrônicos. Na comparação entre 2025 e os primeiros oito meses de 2026, o boleto caiu de 77,13% para 72,96% na quantidade de notas. No mesmo período, o depósito bancário avançou de 4,63% para 6,80%.
O cartão de crédito corporativo também aumentou sua participação, de 2,13% para 3,28%, enquanto o Pix passou de 1,50% para 2,03%. A transferência bancária teve leve recuo, de 5,45% para 5,40%.
Considerando o valor movimentado, o boleto passou de 73,74% para 70,42%. O depósito bancário subiu de 7,98% para 8,95%; a transferência bancária, de 9,71% para 11,90%; o Pix, de 0,45% para 0,77%; e o cartão corporativo, de 0,31% para 0,40%.
Registro do pagamento
Christian de Cico, co-CEO e cofundador da Qive, relaciona a permanência do boleto ao “lastro documental” do método. Para ele, o formato facilita a associação entre o pagamento e o documento fiscal, além da conferência individual.
O executivo ressalta que o levantamento considera o meio de pagamento declarado na emissão da nota, não necessariamente a forma usada na liquidação financeira. Assim, um boleto quitado via Pix continua registrado como boleto na nota, o que pode fazer parte do uso corporativo do Pix aparecer nessa categoria.
Por setor, o boleto respondeu por 81,97% das transações na saúde e por 75,8% na infraestrutura em 2026. Os menores percentuais foram observados no agronegócio, com 51,2%, e em serviços, com 52,4%. O método ganhou participação em sete dos 12 setores analisados.
A Qive também informou os tickets médios, mas destacou que 2026 ainda não terminou e não inclui períodos como Black Friday e Natal. A transferência bancária passou de R$ 25.990 em 2025 para R$ 29.063 em 2026. No depósito bancário, o valor caiu de R$ 25.174 para R$ 17.353; no boleto, de R$ 13.953 para R$ 12.724; no Pix, subiu de R$ 4.391 para R$ 5.040; e no cartão de crédito, recuou de R$ 2.105 para R$ 1.605.







