O dólar à vista terminou a sessão desta terça-feira em queda de 0,16%, cotado a R$ 5,2166. A moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,1968 e a máxima de R$ 5,2416, em um pregão de maior volatilidade, mas com variação limitada. O euro comercial recuou 0,42%, para R$ 5,9146.
A movimentação acompanhou o desempenho de outras moedas de mercados emergentes. No exterior, o dólar caiu 0,60% ante o peso colombiano, 0,45% ante o won sul-coreano e 0,10% ante o rand sul-africano. Perto das 17h20, o índice DXY avançava 0,21%, aos 101,410 pontos.
Eleições influenciam estratégias
Operadores avaliaram que não houve um fator específico para orientar a formação da cotação no Brasil. Fluxos financeiros e ajustes de fim de mês podem ter influenciado o mercado, enquanto a cautela com as eleições continuou presente.
O dólar abriu em baixa, mas o movimento perdeu força durante a manhã. Na parte da tarde, a moeda voltou a recuar. Para um gestor de moedas, os próximos dias podem trazer pressão negativa para o real, com a redução da exposição direta ao câmbio por parte de operadores diante do primeiro turno no fim de semana.
Nesse cenário, as operações via opções ganharam espaço. O Citi informou que abriu uma posição no real por meio desse instrumento, considerando uma avaliação de leve favoritismo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial. A estratégia foi liderada por Dirk Willer, da equipe de estrategistas do banco.
O Goldman Sachs também adotou uma postura semelhante. A instituição informou preferir estruturas de opções que permitam ganhos com a queda do dólar abaixo de R$ 5 nos próximos três meses, mas que deixem de pagar caso a moeda recue além de determinado nível. As operações teriam barreira em R$ 4,70 ou abaixo, encerrando a opção se a cotação terminar o período nesse patamar ou em nível inferior.
A avaliação do banco é que dificuldades para implementar uma agenda fiscal podem limitar a valorização do real mesmo em caso de vitória de Flávio Bolsonaro. Já estrategistas do BBVA destacaram que as pesquisas mais recentes de segundo turno continuam apontando uma disputa acirrada. A volatilidade implícita de um mês subiu para 24,5%, deixando o real mais sensível aos resultados das pesquisas finais e às notícias políticas.
O indicador conhecido como risk reversal, usado para medir a procura por proteção contra a alta do dólar diante do real, voltou a subir após ter atingido as mínimas em seis anos. Operadores afirmam, porém, que o nível permanece historicamente baixo.







