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Dr. Peanut leva operação industrial para São Paulo e prevê alta de 15% nas vendas
Câmbio e custos

Dr. Peanut leva operação industrial para São Paulo e prevê alta de 15% nas vendas

Marca adquirida pelo Grupo Supley faturou R$ 154 milhões em 2025 e passou a produzir em Matão, com capacidade de 1 milhão de potes por mês.

A Dr. Peanut transferiu sua base industrial do Paraná para Matão, no interior de São Paulo, e projeta ampliar as vendas em 15%. A marca de pastas de amendoim, adquirida integralmente pelo Grupo Supley, faturou R$ 154 milhões em 2025 e passou a operar em uma fábrica com capacidade para produzir até 1 milhão de potes por mês.

Fundada em Curitiba, no Paraná, em 2017, a empresa pretende crescer no canal farmacêutico, no grande varejo alimentar e em lojas especializadas. Para isso, reduziu o tíquete médio do pote de 450g de R$ 60,00 para cerca de R$ 39,90.

Alberto Moretto, CEO da Dr. Peanut, afirmou que a expansão continua prevista mesmo com a pressão sobre o poder de compra das famílias e a volatilidade dos custos de insumos proteicos, como o whey protein.

Nova estrutura industrial

A unidade de Matão, localizada a cerca de 305 quilômetros de São Paulo capital, recebeu novos maquinários e etapas de controle de qualidade alinhadas ao projeto de certificação internacional de segurança de alimentos FSSC 22000. A área dedicada às linhas de produção foi reduzida de cerca de 4 mil metros quadrados, em Curitiba, para aproximadamente 1,5 mil metros quadrados.

Segundo Moretto, o espaço passou a aproveitar estruturas de armazenagem e estoque já existentes no conglomerado. A fábrica conta com três linhas de produção e capacidade para 12 milhões de unidades de potes de amendoim por ano. A estrutura, de acordo com o executivo, permite dobrar o volume atual de vendas sem novas ampliações imediatas.

A operação da Dr. Peanut pelo Grupo Supley começou em 2023, com a compra inicial de 50% do capital. Entre 2023 e 2025, os fundadores permaneceram na gestão durante a transição, até a aquisição dos 50% remanescentes. O nome da marca será mantido.

Portfólio e distribuição

Os snacks de consumo rápido já representam 25% do faturamento da marca. O portfólio inclui barras de proteína Doctor Bar, wafers proteicos, alfajores zero açúcar e colaborações de whey protein com a Max Titanium, também pertencente ao Grupo Supley.

As pastas saborizadas levam whey protein e não têm adição de açúcares, gordura trans ou glúten. Entre os sabores estão avelã, chocolate branco, beijinho, doce de leite e pistache. Em agosto, o pistache ficou em terceiro lugar no Prêmio (IN) Nova 2026, da Scanntech.

Em 2025, o canal farmacêutico respondeu por 36% das vendas, seguido pelo varejo alimentar, com 33%, e pelas lojas especializadas em suplementação, com 29%. A empresa também vende diretamente pela internet e em marketplaces como Mercado Livre, Amazon e Magalu.

A distribuição é apoiada por centros em Cariacica (ES) e Jundiaí (SP). A Dr. Peanut registra ainda exportações pontuais para Portugal e países da América do Sul. A marca foi incluída no estudo Insurgent Brands, da Bain & Company com apoio da NielsenIQ, que mapeou mais de 50 marcas nacionais de bens de consumo.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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