As bolsas europeias fecharam esta segunda-feira (28) sem direção única, em meio à pressão dos juros dos títulos soberanos e à alta do petróleo. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,12%, enquanto os mercados de Frankfurt e Londres recuaram. Em Paris, o resultado foi praticamente estável.
O Stoxx 600 terminou aos 639,43 pontos. O DAX, de Frankfurt, caiu 0,13%, para 25.374,42 pontos. O FTSE 100, de Londres, perdeu 0,10%, aos 10.684,88 pontos. Já o CAC 40, de Paris, subiu 0,01%, aos 8.078,48 pontos.
Construtoras britânicas avançam
As ações de empresas de construção do Reino Unido tiveram alta após o anúncio de que o orçamento do próximo mês confirmará um novo programa de empréstimos com participação do governo para compradores da primeira residência.
A Persimmon subiu 14,68%, enquanto Barratt Redrow avançou 11,72%. Taylor Wimpey teve alta de 11,51%, e Vistry ganhou 10,66%.
O setor de energia também ajudou a sustentar o Stoxx 600, com avanço de 1%. Os preços do petróleo voltaram a subir após a ausência de sinais de avanços diplomáticos no fim de semana e depois de Donald Trump rejeitar as condições apresentadas pelo Irã para um cessar-fogo. O Brent, referência global, operava acima de US$ 107 por barril.
A valorização da commodity, porém, aumentou os receios de inflação e também pressionou as bolsas. O movimento ocorreu em um cenário de estresse global nos rendimentos dos títulos soberanos, que limitou os ganhos dos principais índices europeus.
A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, disse que a política monetária segue em uma “via intermediária”. Segundo ela, o choque do petróleo não pode ser ignorado, mas uma resposta moderada seria adequada para manter a inflação sob controle. Lagarde também afirmou que rendimentos mais altos dos títulos públicos devem limitar o crescimento econômico e a inflação.







