A diferença entre as metodologias usadas pelo Banco Central e pelo governo está no centro do acompanhamento das contas das estatais federais. O relatório do governo informa que a divergência entre os dados do BC e da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), do Ministério da Gestão da Informação, é monitorada pelas equipes.
Nas Estatísticas Fiscais divulgadas em 31 de agosto, o Banco Central registrou déficit primário de R$ 1,112 bilhão das empresas estatais em julho. No acumulado de 2026, o resultado negativo chegou a R$ 7,580 bilhões.
Já o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias (RARDP) relativo ao 4º bimestre projeta superávit primário de R$ 2,0 bilhões para as empresas estatais federais em 2026. O documento foi publicado nesta quinta-feira (24), com base na execução até julho de 2026 e nas estimativas das empresas para o restante do exercício.
O que entra na conta
A projeção considera a programação mensal do Programa de Dispêndios Globais (PDG) de 2026. No cálculo, foram retirados R$ 10 bilhões da meta das estatais em razão do plano de reestruturação dos Correios, além de R$ 5 bilhões referentes a investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Sem essas exclusões, o resultado projetado seria um déficit de R$ 11,079 bilhões. Ainda assim, o valor representa uma redução em relação aos R$ 13,577 bilhões estimados no 3º bimestre.
A previsão também é diferente das anteriores: no 3º bimestre, o governo calculava déficit de R$ 95,1 milhões; no 2º bimestre, a estimativa negativa era de R$ 1,362 bilhão. A meta estabelecida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 é déficit de R$ 6,7 bilhões.
Para os Correios, a projeção de déficit caiu de R$ 7,454 bilhões para R$ 6,789 bilhões. O plano de reestruturação da empresa foi aprovado pelo Conselho Administrativo da estatal em outubro de 2025.







