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Eurasia prevê ajuste fiscal no Brasil após eleição, com impacto sobre juros e câmbio
Foto: Vanessa Carvalho/Valor
Câmbio e custos

Eurasia prevê ajuste fiscal no Brasil após eleição, com impacto sobre juros e câmbio

Christopher Garman afirma que o próximo governo terá de rever as contas públicas, mas avalia diferenças entre Lula e Flávio Bolsonaro.

O próximo governo brasileiro deverá fazer algum tipo de ajuste fiscal, independentemente do resultado da eleição presidencial. A avaliação é de Christopher Garman, diretor-executivo para as Américas do Eurasia Group, que vê o tamanho da medida e sua capacidade de abrir espaço para cortes de juros como os principais pontos em debate.

Durante um painel no Inter Invest Summit, Garman afirmou que o equilíbrio atual das contas públicas não é suficiente e que haverá pressão para uma mudança na política fiscal. “No próximo governo, algum ajuste das contas fiscais virá”, disse.

Diferenças entre os cenários

Na avaliação do executivo, Flávio Bolsonaro teria mais facilidade para implementar o ajuste por receber um benefício da dúvida dos investidores. Nesse cenário, a Eurasia estima que o câmbio ficaria entre R$ 4,50 e R$ 5,00 logo após a eleição, enquanto os juros e o dólar cairiam fortemente.

Garman relacionou esse movimento à possibilidade de uma reforma fiscal ampla, com teto de gastos, metas de déficit e gatilhos para manter as despesas sob controle. A combinação, segundo ele, poderia aumentar a confiança e dar mais espaço para o Banco Central reduzir os juros.

Em caso de vitória de Lula, o representante da Eurasia também prevê a necessidade de algum ajuste nas contas. A diferença, segundo ele, é que a medida provavelmente seria menos ampla do que em um eventual governo de Flávio Bolsonaro.

Garman afirmou que a falta de ação elevaria rapidamente os custos econômicos e políticos para o governo, com dificuldades maiores em 2027. Para ele, o desafio seria recuperar a credibilidade perdida ao longo do mandato e enfrentar a crise de confiança.

A política fiscal brasileira e seus efeitos sobre a eleição estão entre as prioridades dos investidores internacionais no curto prazo. No médio e longo prazo, porém, Garman vê oportunidades para os ativos do país, associadas às áreas agropecuária, mineral, energética e de energia limpa. Ele citou a segunda maior reserva de terras raras do mundo e a expansão da produção de petróleo como fatores desse cenário.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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