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Juros futuros caem com eleições no radar e petróleo em baixa
Câmbio e custos

Juros futuros caem com eleições no radar e petróleo em baixa

Taxas dos contratos de DI recuaram mesmo após o IPCA-15 de setembro acelerar acima das projeções do mercado.

Os juros futuros encerraram esta sexta-feira (25) em queda, apoiados pelo otimismo dos investidores com o cenário eleitoral e pelo recuo de mais de 2% nos preços do petróleo. A baixa ocorreu apesar do avanço acima do esperado do IPCA-15 de setembro.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 passou de 13,56% para 13,55%. No vencimento de janeiro de 2028, a taxa recuou de 13,665% para 13,63%. Já os contratos para janeiro de 2029 caíram de 13,86% para 13,815%, enquanto os de janeiro de 2031 passaram de 14,015% para 13,935%.

Eleições influenciam negócios

Operadores disseram que os investidores mantiveram um viés aplicador, estratégia associada à aposta na queda das taxas. O movimento foi relacionado à expectativa de vitória da oposição nas eleições presidenciais do mês que vem e à possibilidade de Flávio Bolsonaro derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no pleito de outubro.

“A eleição vai dominar qualquer fundamento, pois as expectativas do mercado vão engolir os dados de curto prazo”, afirmou um gestor de juros de uma casa da Faria Lima, sem ter o nome divulgado. Na avaliação dele, o petróleo também influenciou a formação dos preços, mas as eleições podem ganhar protagonismo diante de oportunidades nas taxas.

O Citi informou, em relatório, que abriu uma posição aplicada em contratos de DI com vencimento em janeiro de 2028. Ivan Riveros, estrategista responsável pela operação, avaliou que a vantagem de Lula sobre os candidatos de oposição diminuiu. “O que antes era uma vantagem considerável para o presidente Lula foi reduzido, agora, a um empate estatístico e, em algumas pesquisas, a uma vantagem modesta para Flávio Bolsonaro”, afirmou.

A pesquisa Datafolha mostrou Lula com 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36% de Flávio Bolsonaro. No segundo turno, os percentuais foram de 47% e 45%, respectivamente.

Inflação e cenário externo

O IPCA-15 subiu 0,70% em setembro, com reaceleração em itens como serviços subjacentes e núcleos. Ainda assim, as taxas locais tiveram desempenho positivo em relação a outros ativos domésticos.

No exterior, os rendimentos dos Treasuries americanos também ajudaram o movimento. Perto do fim da sessão em Nova York, a taxa da T-note de dez anos recuava de 5,205% para 5,168%.

Para Felipe Rodrigo Oliveira, economista-chefe da MAG Investimentos, o resultado do IPCA-15 exige cautela quanto à trajetória da inflação e mantém a política monetária em postura vigilante.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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