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Termelétricas ampliam capacidade para atender data centers e picos de consumo
Foto: Arte/Valor
Câmbio e custos

Termelétricas ampliam capacidade para atender data centers e picos de consumo

Projeção do ONS indica que a capacidade instalada das usinas pode chegar a 45.982 MW em 2030, impulsionada por novos contratos e investimentos.

A capacidade instalada das termelétricas no Brasil deve crescer nos próximos anos, segundo projeções do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A estimativa é que o volume avance dos atuais 39.483 MW para 45.982 MW em 2030.

Essas usinas são usadas para reforçar o fornecimento nos horários de maior consumo e quando fontes intermitentes produzem menos energia. O movimento também é impulsionado pela expansão dos data centers, que precisam de abastecimento contínuo, estável e com confiabilidade superior a 99%.

O setor ganhou contratos no Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP 2026), que contratou 18.977 MW entre novas termelétricas, unidades existentes e ampliações de hidrelétricas. Também foram antecipados contratos que previam acrescentar 1.678,4 MW ao Sistema Interligado Nacional (SIN) no início de setembro. A Associação Brasileira de Geradoras Termelétricas (Abraget) projeta outra rodada de crescimento por meio de leilões de capacidade em 2027.

Investimentos em Alagoas

A Mercurio Partners investe R$ 1,4 bilhão em cinco termelétricas a gás natural em Alagoas: Pilar I, II, III, IV e V. As unidades venderam 241,63 MW no LRCAP 2026 e serão construídas em duas etapas. A primeira terá 145,72 MW, com atendimento ao SIN previsto a partir de outubro de 2028. Os 95,91 MW restantes devem começar a atender o sistema em agosto de 2029.

Os contratos terão duração de 15 anos. Durante a construção, a empresa estima cerca de mil empregos diretos, conforme Alexandre Americano, CEO da Mercurio Partners. O complexo de Pilar será formado por usinas flexíveis, que podem ser acionadas pelo ONS quando necessário.

A empresa também venceu a renovação do contrato da UTE Paulínia Verde, em São Paulo. Ligada à rede da Comgás, a usina de 23,4 MW retomou as operações em agosto.

A Origem Energia planeja investir R$ 2 bilhões em sete termelétricas em Alagoas. Os projetos somam 372 MW de capacidade instalada. Pilar Nova, com 187 MW, e Pilar, com 135 MW, têm operação comercial prevista para outubro de 2028. As cinco unidades Manguaba, de 10 MW cada uma, devem entrar em operação em agosto de 2029.

Novos projetos e segurança do sistema

A Eneva, vencedora do LRCAP, contratou 5,06 GW de capacidade e deve investir R$ 18,2 bilhões em projetos com início de operação previsto entre 2028 e 2031. As termelétricas a gás natural ficarão em Sergipe, no Ceará e na região Sudeste do país.

Na avaliação de Xisto Vieira Filho, presidente da Abraget, situações de seca severa, estresse hidrológico ou aumento expressivo da demanda podem elevar o risco de falta de oferta acima do patamar de 5% definido pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Para ele, esse cenário sustenta a necessidade de ampliar o parque termelétrico.

A Eneva prevê três frentes de expansão: o Hub Sergipe, com três usinas ligadas a um terminal de GNL já operacional; o Hub Ceará, com duas usinas integradas a um novo terminal de GNL no porto de Pecém; e o Hub Sudeste, composto por quatro usinas abastecidas por uma nova infraestrutura de GNL.

As termelétricas também ficam menos expostas ao curtailment, restrição associada ao excesso de geração que afeta usinas solares e eólicas. Ainda assim, algumas unidades podem sofrer esse tipo de limitação conforme sua localização elétrica. Para Alexandre Americano, fontes despacháveis normalmente são acionadas justamente para cobrir a parcela da demanda que as renováveis não conseguem atender.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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