Flávio Bolsonaro atacou o Grupo Globo e a GloboNews após a repercussão de um projeto de lei que pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O senador classificou a emissora como uma “central de disseminação de mentiras” e afirmou que a associação do caso à sua candidatura seria uma ação coordenada pela oposição.
A proposta foi apresentada na Câmara dos Deputados pelo ex-parlamentar e pastor evangélico Victório Galli. O texto pretendia substituir o título oficial por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”.
Relações políticas
Galli foi nomeado assessor especial da Presidência da República em 2019, durante o governo de Jair Bolsonaro. Antes disso, havia perdido a eleição em 2018. O ex-parlamentar também aparece em registros ao lado de Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro.
Atualmente, Galli faz campanha para retornar ao Congresso Nacional. A trajetória política e os vínculos com integrantes da família Bolsonaro foram usados para questionar a tentativa de afastar Flávio do projeto que envolve Nossa Senhora Aparecida.
Reação de Flávio
Durante agendas em Minas Gerais, o senador gravou um vídeo e disse que a denúncia era uma “invenção”. Ele também divulgou um mapa digital que, segundo sua própria alegação, indicaria um “movimento criminoso e orquestrado” para prejudicar sua imagem. Flávio afirmou que poderia tomar medidas nas áreas criminal e eleitoral.
A controvérsia ocorre em meio a manifestações de bispos em defesa da soberania nacional, do meio ambiente, dos povos indígenas e das instituições democráticas. O texto também relaciona esse cenário a críticas de setores da Igreja Católica à retórica da extrema direita.
Em uma agenda pública, Flávio declarou que, se eleito, assinaria um decreto para afirmar que “o Brasil pertence ao Senhor Jesus Cristo”. Juristas e lideranças religiosas citados no texto consideraram a promessa uma afronta ao Estado laico previsto na Constituição de 1988 e uma forma de marginalizar outras manifestações de fé.







