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CACB pede reajuste dos limites do Simples Nacional e do MEI
Câmbio e custos

CACB pede reajuste dos limites do Simples Nacional e do MEI

Entidade propõe novos tetos de faturamento e correção automática pela inflação para evitar a defasagem dos pequenos negócios.

A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) pediu aos candidatos à Presidência da República a atualização dos limites de faturamento do Simples Nacional e do Microempreendedor Individual (MEI). Os valores não são corrigidos desde 2018, apesar da inflação acumulada e do aumento dos custos das empresas.

A proposta prevê elevar o teto anual do MEI de R$ 81 mil para R$ 144,9 mil. Para as microempresas, o limite passaria de R$ 360 mil para R$ 869,4 mil. Já o teto das empresas de pequeno porte subiria de R$ 4,8 milhões para R$ 8,69 milhões.

A CACB também defende que esses valores sejam reajustados periodicamente pela inflação, por meio de um mecanismo automático previsto em lei. A intenção é evitar que novas perdas de valor se acumulem e levem pequenos negócios a mudar de enquadramento tributário sem crescimento real.

Segundo a entidade, a atualização dos limites tem potencial para gerar mais de 869 mil empregos e movimentar R$ 81,2 bilhões na economia. Os pequenos negócios representam 95% das empresas ativas do Brasil, correspondem a 26,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e responderam por 80% das vagas de trabalho geradas em 2025.

Reforma tributária

A carta aberta também questiona os candidatos sobre como micro e pequenas empresas terão tratamento diferenciado na Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e no Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) com a implementação da reforma tributária. Para a CACB, é necessário preservar o caixa, a competitividade e a capacidade de geração de empregos desses negócios.

O documento tem 1.590 entidades signatárias, incluindo 253 de Minas Gerais. Entre elas está a Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), que apoia a atualização dos limites e a criação de uma regra permanente de correção pela inflação.

“É importante resolver a defasagem de hoje, mas é ainda mais importante evitar que o problema volte a se repetir daqui a alguns anos”, afirmou o presidente da ACMinas, Cledorvino Belini.

A CACB informa que reúne 27 federações, cerca de 2,3 mil associações comerciais e mais de 2 milhões de empreendedores. A entidade afirma que a correção dos limites busca dar previsibilidade aos pequenos negócios e impedir que a inflação os transforme em empresas tributariamente maiores sem expansão real.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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