Os fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) alcançaram patrimônio líquido de R$ 1,015 trilhão em julho, conforme dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O avanço ocorre desde 2025, quando esses fundos passaram a ganhar espaço na expansão do mercado de crédito no país.
A alta do patrimônio veio acompanhada de deterioração nos indicadores de risco. Em 12 meses, a provisão destinada a perdas com inadimplência aumentou 40,8%, passando de R$ 46,1 bilhões para R$ 64,9 bilhões.
No mesmo período, os créditos com atraso superior a 90 dias cresceram 62% e chegaram a R$ 7,5 bilhões. Os dados refletem um cenário de juros ainda elevados e maior pressão financeira sobre famílias e empresas no país.
Antes considerados produtos exóticos e de nicho, os FIDCs registraram forte crescimento e se tornaram destaque na segunda onda de expansão dos fundos de crédito.







