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A pressa de um sócio de Buffett virou uma lição sobre dinheiro
Câmbio e custos

A pressa de um sócio de Buffett virou uma lição sobre dinheiro

A história de Rick Guerin mostra como a alavancagem, a comparação e a falta de limites podem afetar decisões financeiras.

Rick Guerin começou a investir ao lado de Warren Buffett e Charlie Munger nos primeiros anos da Berkshire Hathaway. Os três faziam aplicações semelhantes, mas Guerin adotou uma estratégia mais agressiva: tomou empréstimos para comprar mais ações.

Quando o mercado virou em 1974, a alavancagem deixou Guerin sem margem para manter os investimentos. Para cumprir as chamadas de margem, ele vendeu quase todos os bens e também precisou se desfazer de sua participação na Berkshire.

Retorno sustentável

A história foi contada por Morgan Housel, autor de A Psicologia Financeira, durante uma palestra no Inter Invest Summit. Para ele, Buffett e Munger aceitaram deixar dinheiro na mesa porque priorizaram um crescimento que pudesse ser mantido por muito tempo. Guerin, embora fosse considerado tão inteligente quanto os dois, tinha pressa.

“Você não precisa ser um investidor genial. Se você for um investidor meramente ‘ok’, mas por anos, décadas, você vai se dar bem”, afirmou Housel.

O autor também destacou que a decisão financeira não deve ser guiada apenas pela busca do maior retorno possível. A questão central, segundo Housel, é avaliar qual resultado pode ser mantido pelo maior período de tempo.

Outra história apresentada por Housel foi a de uma corrida de barcos ao redor do mundo promovida por um jornal inglês em 1968. Dos 12 participantes, apenas um concluiu o percurso e recebeu o prêmio principal.

Um dos competidores não tinha experiência em navegação e tentou fraudar a prova com sinais de rádio falsos. Perto de voltar a Londres, percebeu que seria descoberto e se suicidou. Outro participante, experiente, desistiu quando estava próximo da vitória porque concluiu que não queria o dinheiro nem a fama. Ele mudou a direção do barco e foi morar em uma pequena ilha, onde viveu até o fim da vida.

O que é suficiente

Para Housel, os episódios mostram que algumas pessoas perseguem metas para agradar ou superar outras, e não porque realmente desejam aquilo. O dinheiro pode ser usado como ferramenta para uma vida melhor ou como forma de comparação social.

Ele citou ainda Stephen Hawking, que conviveu por décadas com uma doença degenerativa e disse ter sido extremamente feliz. Ao explicar sua perspectiva, Hawking afirmou: “quando eu tinha 21 anos minhas expectativas foram reduzidas a zero; tudo depois disso é um bônus”.

Na avaliação de Housel, “o bastante” é mais importante para as finanças do que ativos, ações, renda ou dívida. Se as expectativas aumentam mais rápido que a renda, a satisfação com o dinheiro não chega.

O autor também afirmou que o comportamento pode pesar mais que o conhecimento técnico. Para ele, perseverança e disciplina ajudam pessoas sem preparo ou experiência a superar investidores com mais instrução, desde que saibam controlar suas decisões ao longo do tempo.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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