O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) determinou o bloqueio de R$ 2,761 bilhões em bens de cinco ex-dirigentes do Banco de Brasília (BRB). A medida atinge o ex-presidente Paulo Henrique Costa, além de Dario Oswaldo Garcia Junior, Robério Cesar Bonfim Mangueira, Wily da Silva Leão e Marcelo Talarico.
O bloqueio terá validade de um ano e foi decidido na quarta-feira (23), durante sessão reservada. A determinação integra um processo sigiloso que investiga possíveis irregularidades em operações realizadas entre o BRB e o Banco Master, incluindo a compra de carteiras.
De acordo com o TCDF, a medida cautelar busca preservar a possibilidade de ressarcimento aos cofres públicos diante dos indícios identificados. Os cinco ex-dirigentes terão 30 dias para apresentar manifestação ao tribunal.
Auditoria e apuração de responsabilidades
A Corte também converteu o processo em Tomada de Contas Especial (TCE), procedimento voltado à investigação de responsabilidades e de eventuais danos ao patrimônio público.
O BRB terá até 24 horas para enviar ao TCDF um relatório de auditoria independente feita na instituição. O tribunal ainda determinou a audiência do atual diretor-presidente, Nelson de Souza. Ele deverá apresentar, em até 30 dias, justificativas para o descumprimento de uma determinação anterior relacionada ao envio de informações.
Também foi fixado prazo de 15 dias para que o BRB encaminhe esclarecimentos e documentos sobre os fatos apresentados pelo Ministério Público de Contas do DF (MPC/DF).







