A Eneva concluiu a primeira etapa de uma operação para reorganizar seus passivos, com a venda de debêntures da 12ª emissão mantidas em tesouraria. A transação movimentou R$ 2,4 bilhões e teve instituições financeiras como compradoras.
Os recursos serão usados integralmente no pré-pagamento de obrigações financeiras de prazo mais curto e com custo vinculado ao CDI. A estratégia busca estender o calendário de vencimentos e aproximar a estrutura da dívida do fluxo de receitas operacionais indexadas à inflação.
Os títulos têm remuneração de IPCA acrescido de 8% ao ano, vencimento final em 15 de agosto de 2036 e amortização dividida em três parcelas anuais, com início a partir do oitavo ano.
Primeira fase da operação
Concluída na terça-feira (22), a primeira fase da aplicação dos recursos resultou na liquidação antecipada de cerca de R$ 1,4 bilhão em debêntures que estavam em circulação. Depois da recompra, os papéis foram cancelados.
Com a destinação integral do dinheiro captado, a Eneva informou que o prazo médio das dívidas envolvidas passou de 2,6 anos para 9,0 anos. A empresa também afirmou que houve redução do custo médio ponderado da dívida.
A operação aproxima os passivos da companhia das receitas geradas por contratos de geração térmica e de suprimento de gás. A Eneva informou ainda que a medida reforça sua estrutura de capital para sustentar investimentos corporativos de longo prazo.






