O mercado residencial registrou alta de 0,87% em agosto, mas a valorização acumulada em 12 meses recuou pelo quinto mês seguido e ficou em 14,73%. Em março, essa mesma comparação apontava avanço de quase 20%. Os dados são do IGMI-R (Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial), divulgado pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) nesta terça-feira (29).
Apesar da desaceleração, o aumento dos preços ficou acima da inflação no período, de 4,22%. Também superou a variação dos aluguéis residenciais: o IVAR, índice da FGV, acumulou alta de 5,09% em 12 meses.
A Abecip afirma que a diferença entre os indicadores mostra que os preços de venda não são explicados somente pelos custos das incorporadoras. A oferta disponível, a demanda, as condições de crédito e as características de cada mercado também entram na formação dos valores.
Resultado no ano
De janeiro a agosto, o IGMI-R acumulou alta de 6,56%. O resultado ficou abaixo dos 10,19% registrados no mesmo intervalo de 2025 e dos 9% de 2024. Ainda assim, superou as taxas observadas entre 2016 e 2019 e em 2023.
Os dados das capitais acompanhadas pela Abecip mostram diferenças entre os mercados. Recife liderou a valorização em 12 meses, com alta de 25,81%, enquanto Curitiba registrou 21,19%, Salvador teve 19,20%, Brasília alcançou 18,41% e Porto Alegre, 16,66%.
No acumulado dos oito primeiros meses do ano, Recife teve alta de 12,04%. Porto Alegre apresentou a maior elevação mensal em agosto, de 1,66%, seguida por Belo Horizonte, com 1,65%, e Recife, com 1,44%.
Curitiba foi a única capital com queda no mês, de 0,23%, embora tenha acumulado alta de 8,82% no ano. Em São Paulo, os preços avançaram 0,81% em agosto, depois de 0,25% em julho. No acumulado do ano, a capital paulista teve valorização de 5,57%, abaixo do índice nacional.







